Dourados – MS domingo, 23 de setembro de 2018
20 Set 201814h 44minColuna
Array ( [id_dn_coluna_post] => 84463 [titulo] => Purifica-me [data_post] => 2018-09-20 14:44:00 [texto] =>

Em Mateus 5:8, há uma promessa de Deus que diz: “somente os puros de coração verão a Deus”. Porém, ao sondar nosso interior, buscando encontrar tal pureza, encontramo-nos muito aquém de tal realidade, pois a mesma parece se posicionar em um nível altamente elevado ou, até mesmo, inalcançável. 

Ao olhar para dentro de nós mesmos buscando tal pureza, desesperamos, pois enxergamos em nós uma natureza decaída e corrompida de um coração pecaminoso, conforme Marcos 7:21-23: “Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem ‘impuro’”. 

Do mesmo modo, quando olhamos para o mundo, buscando uma solução para nossa impureza, perdemos as esperanças, pois o mesmo é perverso e cheio de cobiças. Nos encontramos cercados por uma sociedade erotizada, que nos pressiona por todos os lados, tornando-nos alvos constantes de todos os conceitos e ideais corrompidos por um sistema que está sob o poder do maligno (1ª João 5:19).

Pureza interior não é algo que produziremos por simples decisão ou esforço próprio, antes, é necessário que haja o conhecimento e a apropriação daquilo que nos foi conquistado em Cristo. Assim, perderemos as esperanças em nós e seremos conduzidos: “Àquele que nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça” (2ª Pedro 1:4).

Por esta razão, o jovem Davi, ciente da realidade impura de sua natureza e de todas as paixões proporcionadas pelo mundo, declarou: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Salmos 119:9). 

Aprendo por meio dele que a palavra de Deus é o único remédio para nossa impureza, pois é através dela que conhecemos e nos identificamos com a obra redentora de Cristo, a fim de que a pureza Dele se torne, também, a nossa. “Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3b).

Paulo descreve, no evangelho de Cristo ao jovem Tito, o qual vivia cercado por uma cultura preguiçosa e imoral na ilha de Creta, a solução para a impureza do ser humano: “Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2:14). Assim sendo, compreendemos que pureza não depende, e nem mesmo procede de nós, mas de Cristo. 

Ao jovem Timóteo, que já ciente desse evangelho purificador, Paulo exorta: “Seja um exemplo para os fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1ª Timóteo 4:12b). Portanto, uma vez purificados de todo pecado pelo sangue de Cristo, de acordo com 1ª João 1:7, precisamos nos posicionar diante do mundo e das tentações que o mesmo proporciona, esclarecidos a respeito daquilo que somos e temos em Cristo. 

Que esta pureza esteja presente em todos os nossos pensamentos, palavras, atitudes, escolhas e todo nosso caminhar, pois sua manifestação na vida é mero produto de um coração atingido e transformado pela graça de Deus. “Para os puros, todas as coisas são puras; mas para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tito 1:15).

 

 

[resumo] => “Para os puros, todas as coisas são puras.” (Tito 1:15) [video] => [visualizacoes] => 0 [libera_comentario] => 1 [arquivo] => 2018/09/purity-of-a-white-rose-flower-jennie-marie-schell.jpg [arquivo_legenda] => [arquivo_credito] => [arquivo2] => [arquivo2_legenda] => [arquivo2_credito] => [id_dn_coluna] => 1 [coluna] => Gustavo Emídio [frase] => [foto_coluna] => 2018/08/gustavo-emi-dio.jpg [arquivo_topo] => [arquivo_bg] => [resumo_autor] => [foto_autor] => 2018/08/gustavo-emi-dio_1.jpg [nome_autor] => Gustavo Emídio [url_coluna] => http://www.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_coluna_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_post] => http://www.progresso.com.br/colunistas/post/purifica-me/84463/ [url_post_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/post/purifica-me/84463/ [data_formatada] => 20/09/2018 14:44 ) 1
13 Set 201816h 28minColuna
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Que final trágico, podemos assim concluir. Aquele que dedicou toda sua vida em função dos outros, está diante do tribunal que irá julgar sua causa. Este olha lentamente para os lados e para traz, de repente percebe que de fato, está sozinho, pois não há ninguém por si. Refiro-me ao Apóstolo Paulo, o homem cuja vida fora dedicada para conduzir pessoas à salvação, aquele que investiu seu tempo e seus melhores anos para fazer discípulos, plantar igrejas, ensinar o evangelho do reino, formar líderes, confrontar oposição, levar ajuda aos necessitados, escrever cartas a fim de corrigir, instruir e edificar a igreja de Deus, e quando parece mais necessário a simples presença de um parceiro, vê-se sozinho.

Pessoas almejam pertencer. A humanidade compartilha a fome humana do ser aceito. O indivíduo ainda que diante de toda a limitação e não ausente de defeito, simplesmente anseia em poder ser “autêntico”, independente de condições ou expectativas requeridas pelo outro. Quão necessário à alma o sentir-se inserido ao grupo ou a alguma tribo pertencer, mesmo que para isto seja necessário certa adaptação, poder partilhar sonhos e conquistas, lutas e fracassos e saber que sempre haverá alguém para praticar o conselho do apóstolo à igreja de Roma quando diz: “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram”. (Romanos 12:15)

Importa mencionar que diante de todas as opções que surgem, nenhum substitui a família, a qual fora concedida pelo criador a fim para ser lugar de refúgio e proteção, onde desde o berço faz brotar a segurança de que pertence, pois ali aprendemos para sempre a depender do outro.

Ao abrir os olhos para a realidade de nosso País, percebemos que não são poucos os casos de idosos abandonados por seus familiares em hospitais públicos ou asilos. Estatísticas atuais afirmam que acima de 40 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos. Estes nunca deixaram de ser alvo do interesse e cuidado divino evidenciado pelo texto que diz: “A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo”. (Tiago 1:27)

De certa forma, todos estão suscetíveis no decorrer da vida a passar por uma sensação ou uma situação de abandono, seja na infância ou devido a traumas causados pelo coração partido por expectativas frustradas de um relacionamento fracassado. Adversidades que ocorrem e contribuem para fragilizar as emoções, quando não avulta o medo de perder que certamente acompanhará o indivíduo por toda a vida pela ferida não cicatrizada.

O Filho de Deus é especialista em identificar-se conosco, pois experimentou além da própria dor física, a dor emocional causado pelo abandono, primeiro pelos seus próprios discípulos, sem falar da solidão espiritual. Na própria cruz, enquanto moído pelas transgressões da humanidade, depara-se com o que muitos considerariam a dor maior, o abandono do Pai, o que o faz clamar: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?” que significa: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste’”. (Marcos 15:34)

Dor esta necessária para a nossa reconciliação com o Pai. Tudo a fim de preparar o caminho e colocar em cena a pessoa especial do Espírito Santo, o qual vem para habitar conosco para sempre. (João 14:16) Cristo, ao realizar sua missão e prestes a retornar ao Pai, tem o cuidado de que suas últimas palavras aos discípulos fossem: “E eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

Aprenda, portanto, a desenvolver confiança tão somente na afirmação que nos faz descansar do próprio Deus quando diz: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hebreus 13:5). Esteja certo de que não perderá seu tempo reclamando aqueles que saíram de sua vida enquanto pode celebrar aqueles que Deus tem colocado hoje. E mesmo que surpreendidos por ocasiões de desprezo ou desamparo, olhe para o alto e como Davi declare: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo”(Salmos 23:4).

 

 

[resumo] => “Todos me abandonaram [...]; mas Deus permaneceu ao meu lado e me deu forças.” (2ª Timóteo 4.9-17) [video] => [visualizacoes] => 0 [libera_comentario] => 1 [arquivo] => 2018/09/loneliness-background-3-1680x1050.jpg [arquivo_legenda] => [arquivo_credito] => [arquivo2] => [arquivo2_legenda] => [arquivo2_credito] => [id_dn_coluna] => 1 [coluna] => Gustavo Emídio [frase] => [foto_coluna] => 2018/08/gustavo-emi-dio.jpg [arquivo_topo] => [arquivo_bg] => [resumo_autor] => [foto_autor] => 2018/08/gustavo-emi-dio_1.jpg [nome_autor] => Gustavo Emídio [url_coluna] => http://www.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_coluna_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_post] => http://www.progresso.com.br/colunistas/post/nao-estou-sozinho/84461/ [url_post_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/post/nao-estou-sozinho/84461/ [data_formatada] => 13/09/2018 16:28 ) 1
30 Ago 201810h 08minColuna
Array ( [id_dn_coluna_post] => 84459 [titulo] => Lugar favorito [data_post] => 2018-08-30 10:08:00 [texto] =>

Todos nós temos um lugar favorito. Lugar onde é sempre um prazer retornar, onde temos saudades de estar. Para muitos, o lar é o lugar favorito. Nada melhor do que chegar em casa, após um dia exaustivo, descansar e desfrutar da presença daqueles que mais amamos. Contudo, mesmo dentro de nossas casas, temos tendência de gostar de cômodos específicos: a sala, o quarto, a cozinha ou, até mesmo o quintal. Difícil é encontrar aqueles que gostam da lavanderia!

Existem também, os que preferem se retirar para o campo, longe de toda agitação que a cidade proporciona. Convidados pela natureza a se deleitar ao som dos pássaros, com muito ar puro, sombra e água fresca. Outros já preferem a cidade e seu movimento, luzes, pessoas, festas, shoppings e todas as opções que a indústria do lazer proporciona.

A Bíblia se refere a alguém que se destaca por ter, bem definido, um lugar favorito. Lugar não somente de refúgio onde pode encontrar força, solução e vida, mas que seja também um recinto de adoração, aos pés de Jesus.

Em determinada passagem (Lucas 10:38-42) a Bíblia nos apresenta um contraste entre duas irmãs, Marta e Maria, as quais receberam a visita do Senhor Jesus. Marta era hospitaleira, pois o versículo destaca o fato de que foi ela quem recebera o Senhor em sua casa. Assim, preocupava-se com um ambiente limpo e preparado a fim de acolher, e de alguma forma, servir seu precioso hóspede. Enquanto isso, Maria, sua irmã, preferiu simplesmente sentar-se aos pés do Senhor e absorver tudo aquilo que Ele havia para lhe oferecer, e ali ser nutrida em sua alma por Suas palavras de vida; não abriu mão de sua posição, pois sabia que, naquela ocasião, as obrigações poderiam esperar, mas a presença de Jesus em sua casa era de tal valor que nada mais ocuparia sua atenção. Comportamento este que evidencia uma alma sedenta e dependente da presença divina.

Em outro cenário, na ocasião da morte de seu irmão Lázaro, Maria, ao saber que Jesus havia chegado ao povoado, levantou-se depressa e foi ao Seu encontro. Chegando ao lugar onde Jesus estava e vendo-o, apressadamente, lançou-se aos Seus pés (João 11:32). Foi neste momento que o próprio Jesus chorou, fato que revela a reação de Deus diante das aflições de seus filhos. Aos seus pés encontramos um lugar para chorar, lugar onde trazemos nossas angústias, tristezas, derrotas e misérias, e este é aos pés daquele que se identifica com as nossas fraquezas e sofre conosco: “O Deus que nos consola em todas as nossas tribulações” (2ª Coríntios 1:4).

Outro momento onde identificamos seu lugar favorito é logo após a ressurreição de seu irmão Lázaro: “Ali prepararam um jantar para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava sentado com Ele. Então Maria pegou um frasco de Nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos” (João 11:2-3). Convicta a respeito Daquele que estava diante de si, tudo o que ansiava fazer era se prostrar e adorar. Desta maneira, notamos a vida de uma mulher que se caracterizou por simplesmente se prostrar aos pés de Jesus, pois independente de qualquer circunstância, estava ciente de que “melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar” (Salmos 84:10a).

Devemos sim exercer as obrigações que a vida nos atribui, desde que não ocupem o lugar essencial: a presença de Deus. Quando abrimos mão de nosso tempo de devoção a Deus, tornamo-nos inquietos, preocupados e infrutíferos. Os pés de Jesus é o local que nunca devemos abandonar, seja quando tudo estiver bem ou quando tudo estiver de mal a pior. Este é o ambiente reservado para aqueles que anseiam por força e direção do alto. Que possamos declarar como o salmista: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus” (Salmos 42:1).

[resumo] => “Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar” (Salmos 84:10a) [video] => [visualizacoes] => 0 [libera_comentario] => 1 [arquivo] => 2018/08/maxresdefault-1.jpg [arquivo_legenda] => [arquivo_credito] => [arquivo2] => [arquivo2_legenda] => [arquivo2_credito] => [id_dn_coluna] => 1 [coluna] => Gustavo Emídio [frase] => [foto_coluna] => 2018/08/gustavo-emi-dio.jpg [arquivo_topo] => [arquivo_bg] => [resumo_autor] => [foto_autor] => 2018/08/gustavo-emi-dio_1.jpg [nome_autor] => Gustavo Emídio [url_coluna] => http://www.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_coluna_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_post] => http://www.progresso.com.br/colunistas/post/lugar-favorito/84459/ [url_post_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/post/lugar-favorito/84459/ [data_formatada] => 30/08/2018 10:08 ) 1
30 Ago 201810h 05minColuna
23 Ago 201814h 47minColuna
Array ( [id_dn_coluna_post] => 84456 [titulo] => De todo o coração [data_post] => 2018-08-23 14:47:00 [texto] =>

Em 2º Crônicas 2:1, a Bíblia se refere a um jovem rei que serviu ao Senhor: “Amazias tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém [...]. Ele fez o que o Senhor aprova, mas não de todo o coração”.

Imagine a vida de Amazias. Alguém que conhecia Deus e suas leis, e que por 29 anos serviu ao Senhor, porém, sem inteireza de coração. Seria triste chegarmos ao fim de nossas vidas e sermos apontados como pessoas que serviram, amaram e buscaram a Deus, mas não de todo coração.

Tratando especificamente do reino de Deus, muitas vezes, a realidade não é diferente: vestimos a capa de servos e cumprimos nossas obrigações, contudo, com motivação equivocada. Servimos, porque somos programados, requisitados ou, até mesmo, buscando reconhecimento. Assim, perdemos a espontaneidade, e o simples servir acaba se tornando um fardo.

Uma vez que somos considerados servos de Deus, é indispensável que o ato de servir esteja inserido em nosso cotidiano. No entanto, o que determinará o fruto do nosso serviço será a disposição com a qual estamos. Da mesma maneira, a fim de obtermos sustento para a vida, devemos trabalhar, contudo, jamais seremos bem-sucedidos se a paixão não estiver arraigada naquilo que fazemos. Sobre isso, existe o famoso conselho que diz: “Descubra alguma coisa que goste tanto de fazer que seja capaz de fazer de graça; em seguida, aprenda a fazer aquilo tão bem que as pessoas fiquem felizes em remunerar você”. O próprio Thomas Edison, certa vez, afirmou: “Nunca trabalhei um dia sequer em minha vida. Tudo sempre foi muito divertido”.

Sem paixão, a vida se torna monótona. Já quando ela é presente, grandes são as chances de alcançarmos o máximo do nosso potencial. A vida do apóstolo Paulo nos inspira, pois foi alguém que viveu com intensidade em tudo o que fez. Antes de seu encontro com Cristo, já se destacava por seu zelo farisaico; quando se converteu ao Senhor, passou a servi-lo de todo o coração, pregando o evangelho de seu Filho (Romanos 1:9). Por esta razão que este tem autoridade para nos encorajar a uma disposição semelhante, dizendo: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração” (Colossenses 3:23).

O homem mais sábio, Salomão, que já existiu nos orientou, em Provérbios 3.5a, dizendo: “Confia no SENHOR de todo o teu coração”, “Declarou, também: "Apegue-se às minhas palavras de todo o coração” (Provérbios 4:4). O homem segundo o coração de Deus, rei Davi, afirmou: “Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração” (Salmos 86:12a). Quando Jesus foi questionado a respeito de qual seria o principal mandamento, disse: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mateus 22:37). Por fim, o próprio Deus proferiu: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 29:13).

É tempo de refletirmos a respeito da disposição do nosso coração diante de tudo o que fazemos, para que não cheguemos ao final da jornada e nos deparemos com a notícia de que não atuamos nos cenários do espetáculo da vida com inteireza de coração, pois, conforme 1ª Coríntios 13:2-3, “Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.  E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará”.

[resumo] => “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração.” (Colossenses 3:23) [video] => [visualizacoes] => 0 [libera_comentario] => 1 [arquivo] => 2018/08/0e5af5f817bf0311b83c1457348614-zagovor-na-lyubov-devushki.jpg [arquivo_legenda] => [arquivo_credito] => [arquivo2] => [arquivo2_legenda] => [arquivo2_credito] => [id_dn_coluna] => 1 [coluna] => Gustavo Emídio [frase] => [foto_coluna] => 2018/08/gustavo-emi-dio.jpg [arquivo_topo] => [arquivo_bg] => [resumo_autor] => [foto_autor] => 2018/08/gustavo-emi-dio_1.jpg [nome_autor] => Gustavo Emídio [url_coluna] => http://www.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_coluna_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/posts/1/ [url_post] => http://www.progresso.com.br/colunistas/post/de-todo-o-coracao/84456/ [url_post_mobile] => http://m.progresso.com.br/colunistas/post/de-todo-o-coracao/84456/ [data_formatada] => 23/08/2018 14:47 ) 1
23 Ago 201814h 10minColuna
Array ( [id_dn_coluna_post] => 84455 [titulo] => Flechas polidas [data_post] => 2018-08-23 14:10:00 [texto] =>

No que diz respeito a nossa orientação profissional, é natural estarmos preocupados em atender as expectativas de nossas famílias. Tendenciosos a impressionar aqueles que estão ao nosso redor ou exercer aquilo que nos traga contentamento ou um bom retorno financeiro. Entretanto, acabamos nos esquecendo de perseguir aquilo para o qual fomos criados, o que extingue qualquer possibilidade de uma dedicação de todo coração. O que faz que corramos o risco de estar construindo um prédio que possivelmente seja edificado no terreno errado. 

Uma vida sem propósito de existência pode ser comparada a um bumerangue que, embora possa percorrer um longo trajeto, prossegue sem destino, e não chega a lugar algum. Deus, por outro lado, é Aquele que nos chama e nos compara a flechas polidas, certeiras em Seu propósito. Conforme escrito: “Antes de eu nascer o Senhor me chamou; desde o meu nascimento ele fez menção de meu nome [...] Ele me tornou uma flecha polida e escondeu-me na sua aljava” (Isaías 49:1,2).

O termo “flecha polida” refere-se àquela que fora minuciosamente tratada antes de ser usada para um determinado objetivo. Esta, uma vez tratada, encontra-se à disposição do arqueiro que no momento oportuno a lançará para seu objetivo final. Assim Deus lida conosco, pois por Ele fomos criados, tratados, chamados pelas intempéries da vida e enviados. Contudo, precisamos estar alinhados ao Seu projeto para nossa existência. A Bíblia diz: “Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir” (Salmos 139:16).

O Apóstolo Paulo, fazia aquilo que acreditava ser seu objetivo perseguindo cristãos em seu zelo farisaico, até que fora surpreendido pelo chamado de Cristo a caminho de Damasco. Posteriormente, obteve a revelação no que se refere a sua vocação. “Mas Deus me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça. Quando lhe agradou revelar o seu Filho em mim para que eu o anunciasse entre os gentios.” (Gálatas 1:15,16). Em função deste chamado, viveu, sofreu e morreu. “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24).

Jesus sabia quem era, mesmo quando o próprio diabo tentou-o lançando sementes de dúvida, “Se tu és o Filho de Deus[...]” (Lucas 4:3). Permaneceu firme em sua missão, mesmo quando seu discípulo tentou coagi-lo para que tivesse compaixão de si mesmo. “Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá” (Mateus 16:22). Além disso considerava a vontade do Pai acima de qualquer necessidade fisiológica, “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra” (João 4:34) e glorificou o Pai na realização desta obra conforme João 17:4.

Uma excelente definição de John Maxwell a respeito de sucesso consiste em três coisas: Conhecer seu propósito na vida; crescer para atingir seu potencial máximo; e lançar sementes que beneficiem outros. Henry Ford declarou: “Todo o segredo de uma vida bem-sucedida consiste em descobrir o que a pessoa está destinada a fazer e, então fazê-lo” . Viktor Frankl, médico psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência. Este, quando passava pela terrível experiência do campo de concentração, observava que, de entre os prisioneiros, aqueles que melhor conservaram o autodomínio e a sanidade eram aqueles que tinham um forte senso de dever, missão e obrigação.  

Desta forma, podemos concluir que todos temos a responsabilidade de prosseguir com o propósito para o qual foi alcançado por Deus, (Filipenses 3:12) uma vez que a alma humana não pode suportar a ausência de sentido. Sigamos, assim, o exemplo de Paulo conforme escrito, “Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14)

  

Gustavo Emidio

@gustavoemidio_

 

Autor do livro: "Transforme-se de dentro pra fora"

 

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