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Segurança e Saúde JBS
Caravana da Saúde

Primeiros pacientes passam por cirurgia na Caravana

13 Mai 2016 - 06h00
Primeiras cirurgias oftalmológicas da Caravana da Saúde, etapa da microrregião de Campo Grande. - Crédito: Foto: Gessica BarbosaPrimeiras cirurgias oftalmológicas da Caravana da Saúde, etapa da microrregião de Campo Grande. - Crédito: Foto: Gessica Barbosa
As primeiras cirurgias oftalmológicas da Caravana da Saúde, etapa da microrregião de Campo Grande, começaram a ser executadas ontem. Centenas de pacientes ocupam o complexo montado no Centro de Convenções Albano Franco, nos altos da Avenida Mato Grosso, onde acontece os atendimentos.


Alguns deles chegaram bem cedo, como o piloto aposentado da Aeronáutica, Celeido Gonçalves de Freitas, de 78 anos. "Preferi as primeiras horas do dia, às 3h, mesmo já tendo o agendamento". A ansiedade revelada na fala do aposentado é reflexo da vontade de ter "o problema na vista" resolvido.


Celeido enxerga mal dos olhos há mais de três anos, e preferiu ficar assim depois de uma cirurgia malsucedida feita na rede particular. "Estourou minha retina", contou. Mas o sentimento de desconfiança acabou quando a Caravana da Saúde surgiu.


"Venho acompanhando a Caravana há algum tempo, desde Jardim. Só ouvi notícia boa e consegui confiar para fazer a cirurgia da catarata do olho esquerdo. O atendimento foi rápido, desde a consulta que fiz no primeiro dia [terça-feira (10)] até hoje", garantiu.


Depois de passar pela cirurgia, o piloto aposentado contou que a maior vontade é renovar a carteira de habilitação. "É o próximo passo". Assim como Celeido, outros pacientes fizeram cirurgias de cataratas. Até às 10h eram 180 pessoas. O aposentado José Neto Barbosa, 65, é um deles. "Era ruim minha visão. Fui ao médico há quatro meses e descobri que tinha a catarata. Sabendo da Caravana, vim consultar e consegui a operação, que para mim é motivo de felicidade porque eu não tinha condições de pagar", explicou.


Também aposentada, Adi Mendes Raimunda, 65, era só felicidade depois de descer do centro cirúrgico. "Tô feliz porque coloquei fim a um ano e quatro meses de espera". Ela que tinha a visão escura, coceira e excesso de lágrima no olhos esquerdo, por causa da catarata, está contente com a nova fase da vida. "Quero aprender a costurar pra ocupar meu tempo, já que trabalhei minha vida inteira para cuidar dos meus nove filhos", confessou.


Os Centros Cirúrgicos onde as cirurgias oftalmológicas são realizadas foram montados em duas carretas. Cada uma tem seis mesas de cirúrgicas, onde acontecem as operações, de forma simultânea. "Ouvi dizer que é rápido, simples. O médico coloca uma injeção no olho, faz um clique e está pronto", explicou, de forma simpática e simples, o aposentado Heitor Chaves, 72, que aguardava para fazer a operação. Ele ficou sabendo da Caravana pelos vizinhos e decidiu procurar ajuda para melhorar a visão. "Nunca quis procurar o SUS porque sei que é muito devagar, e isso desanima", contou.


Depois da cirurgia oftalmológica, de catarata, pterígio ou yag, o paciente recebe orientações para aplicação do medicamento e recebe encaminhamento para o pós-cirúrgico, onde é feita uma revisão da operação e, se for o caso, encaminhamento para cirurgia no outro olho.

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