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Maré alta e cheia dos rios afetam dez cidades paraenses

23 Mar 2011 - 16h15
Maré alta atinge casas da orla de Salinópolis, no Pará - Crédito: Foto: Reprodução/TV GloboMaré alta atinge casas da orla de Salinópolis, no Pará - Crédito: Foto: Reprodução/TV Globo
A maré alta e a cheia dos principais rios que banham o Pará estão afetando dez cidades desde que o período de chuva se intensificou na região neste mês. Segundo Defesa Civil do estado, o nível do Rio Pará está 3,8 metros acima do normal, que é de 1,81 metro.

Os municípios de Marabá, Santana do Araguaia e Vitória do Xingu estão em situação de emergência, de acordo com dados do órgão estadual.A cidade de Salinópolis, no litoral paraense, está enfrentando problemas em decorrência da maré alta. Casas e estabelecimentos comerciais da orla foram atingidos pela força da água. Segundo a tábua das mares, feita pelo Centro de Hidrografia da Marinha, o nível normal no mar no município é de 2,75 metros. Às 9h17 desta quarta-feira (23), as ondas chegaram a 5,5 metros de altura.

A Defesa Civil informou que as cidades de Parauapebas, Tucuruí, Altamira, Santarém, São Geraldo do Araguaia e Itaituba estão em alerta por causa da cheia dos rios. \"Essas são as chamadas \'Águas de março\', que costumeiramente atingem a região no período de chuva. Além dela tem a maré alta, na região do litoral. Estamos mobilizados para atender a toda a população que estiver em situação de risco, mas acredito que a tendência, a partir de agora, que os níveis dos rios desçam\", disse major Augusto Sérgio Lima de Almeida, coordenador do órgão estadual.

Em Parauapebas, 79 famílias estão desabrigadas e 77 estão desalojadas. Em Tucuruí, são 51 famílias desabrigadas e 30 desalojadas. Altamira tem 51 famílias desabrigadas e 7 desalojadas. Os dados de São Geraldo do Araguaia e Itaituba ainda não foram computados pela Defesa Civil.

No caso das cidades em situação de emergência, Marabá está com 394 famílias desabrigadas e 422 desalojadas. Foram montados 16 abrigos para atender parcialmente os casos mais graves. A Defesa Civil registrou 50 famílias desabrigadas e 75 desalojadas em Santana do Araguaia. Os dados de Vitória do Xingu não foram contabilizados.

#####Águas dos rios
Segundo o órgão estadual, Marabá é banhada pelos rios Tocantins e Itacaiúnas. Santana do Araguaia apenas pelo Rio Itacaiúnas e as cidades de Vitória do Xingu e Altamira são abastecidas pelas águas do Rio Xingu. O município de Parauapebas recebe os rios Itacaiúnas e Parauapebas. Tucuruí é banhada pelo Rio Tocantins. Santarém e Itaituba pelo Rio Tapajós. As águas do Rio Itacaiúnas banham São Geraldo do Araguaia.

A Defesa Civil do Pará informou, nesta quarta-feira, que o trecho do Rio Tapajós, que passa por Itaituba está com nível de 8,16 metros, pouco menos dos 8,30 metros necessários para situação de alerta. O Rio Xingu, em Altamira, está 13 centímetros acima do nível normal, que é de 7,37 metros.

Em Marabá, o Rio Itacaiúnas está com 11,08 metros, quando o nível normal é de 10 metros. Em Tucuruí, o nível do Rio Tocantins está 30 centímetros acima do nível considerado habitual, que é de 10 metros. Em Santarém, o Rio Tapajós baixou para 6,16 metros e o nível de alerta é 7,5 metros.

Em Belém, segundo a tábua das marés, o nível do Rio Pará, na região central da capital, atingiu 3,8 metros. O nível normal é de 1,81 metros. \"Essa água atinge mais as docas, o Mercado ver-o-peso e parte da Região Metropolitana. O problema maior fica na cidade, que recebe essa água resulta em problemas. Para quem está navegando, por exemplo, a elevação da água não traz reflexos maiores\", disse o tenente Márcio Alberto da Silva, da Defesa Civil do Pará.

#####Fenômeno \'terras caídas\'
Um fenômeno fluvial, conhecido popularmente como \"terras caídas\" e que costuma ocorrer com certa frequência na cidade de Santarém (PA), está ganhando força e assustando os moradores da comunidade de Fátima do Urucurituba, que fica às margens do Rio Amazonas. A correnteza do rio varreu um trecho de cerca de 500 metros de extensão, de um total de 1,3 mil metros, já destruiu dez casas e uma escola municipal. A destruição e o risco de mortes obrigou a Defesa Civil de Santarém iniciar a retirada das 71 famílias que vivem no local, cerca de 400 pessoas.(G1)

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