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Manifestantes vão às ruas e pedem impeachment de Dilma

14 Dez 2015 - 07h00
Milhares de pessoas participaram da manifestação pelo impeachment da presidente Dilma, em Brasília. - Crédito: Foto: Valter Campanato/Agência BrasilMilhares de pessoas participaram da manifestação pelo impeachment da presidente Dilma, em Brasília. - Crédito: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Milhares de pessoas retornaram às ruas, ontem, em várias capitais e cidades interioranas do País, em apoio aos movimentos que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, em capitais como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba, o número de manifestantes foi considerado fraco em relação às manifestações anteriores com esse objetivo.


Em São Paulo, de acordo com o instituto Datafolha, a ato reuniu 40.300 manifestantes, sendo que a maior concentração de pessoas ocorreu na região perto do Masp.


Os participantes do ato, na capital paulista, vestiam camisas amarelas ou traziam adereços, como lenços faixas e pintura de rosto com as cores da bandeira nacional.


Para o líder do Movimento Vem Pra Rua, um dos organizadores do protesto, Rogério Chequer, os atos de ontem, que ocorreram em diversas cidades, são “o primeiro passo dessa nova fase da mobilização do povo”.


As manifestações de ontem foram as primeiras que pediram a destituição de Dilma desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. “É uma fase importante, porque já tem uma busca concreta por mudança, e estamos apenas começando”, disse Chequer.


Ele admitiu que a manifestação de ontem foi menor do que outras ocorridas ao longo deste ano. “Houve muito pouco tempo de divulgação. É normal que um movimento com menos tempo de divulgação tenha menos gente. Não nos surpreende”, ressaltou. Segundo o líder do Vem Pra Rua, a mobilização é importante para pressionar os parlamentares. “É preciso que esses deputados, já a partir de agora, se posicionem e mostrem a sua posição com relação ao impeachment”.

Rio


A manifestação pelo impeachment de terminou pontualmente às 15h30 de ontem, na Avenida Atlântica, no bairro de Copacabana. O protesto reuniu milhares de pessoas, desde às 13h, sob forte calor, e não teve incidentes.


Vestindo predominantemente as cores verde e amarelo, os manifestantes seguiram em passeata do Posto 5 até a altura da Rua Siqueira Campos, em um trajeto de 1.300 metros, acompanhados por dois caminhões de som, onde se revezaram os ativistas em discursos. O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), e o deputdo Jair Bolsonaro (PP-RJ) participaram da manifestação. Bolsonaro vestia uma camisa com os dizeres: “Direita Já”.


O Hino Nacional foi tocado diversas vezes e acompanhado pelos manifestantes, muitos segurando a bandeira do Brasil e também faixas e cartazes com dizeres pedindo o impeachment da presidente e o afastamento de outros políticos, como os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Houve críticas também aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli.


Soldados da Polícia Militar (PM) acompanharam a manifestação a pé e com três viaturas, que seguiam ao final da marcha. A manifestação foi pacífica, e os policiais tiveram que agir apenas para dispersar um grupo de skatistas que participavam de um encontro na Avenida Atlântica e foram confundidos com petistas pelos organizadores do protesto. Um PM chegou a apontar uma arma para o grupo, que não reagiu. O policial acabou convencido por pessoas que passavam no local a baixar a arma.


Após o fim da manifestação, os grupos foram se dispersando pelas ruas transversais de Copacabana, em direção às suas casas ou rumo aos pontos de ônibus e estações de metrô.

Brasília


Com enterro simbólico do PT no gramado em frente ao Congresso Nacional, milhares de pessoas, vestidas de verde e amarelo, encerraram a manifestação pelo impeachment da presidente Dilma, em Brasília. O ato, que começou por volta das 11h, na Esplanada dos Ministérios, pediu ainda o fim da corrupção e a cassação do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O protesto terminou por volta das 13h.


Minutos antes do enterro simbólico, os manifestantes rezaram um Pai-Nosso, cantaram o Hino Nacional e leram em conjunto mensagens direcionadas a parlamentares e a Dilma. “Chegou a hora de provar de que lado vocês estão. Tenham coragem de fazer a vontade de seus eleitores. Votem sim, pelo pedido de impeachment”, dizia parte do texto dirigido aos parlamentares.


O ato na capital federal fechou as vias da Esplanada dos Ministérios e reuniu de 5 mil a 6 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar (PM), e 30 mil, segundo os organizadores. Os manifestantes seguiram do museu da República até o Congresso Nacional, com faixas contrárias à política fiscal e também a favor da cassação de Cunha. Havia ainda bonecos infláveis do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma, representada com um nariz igual ao do personagem Pinóquio.

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