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OMS apoia uso de Aedes transgênico e bactéria para combater vetor de zika

22 Mar 2016 - 09h25
Mosquito Aedes aegypti é visto no laboratório Oxitec em Campinas - Crédito: Foto: Paulo Whitaker/ReutersMosquito Aedes aegypti é visto no laboratório Oxitec em Campinas - Crédito: Foto: Paulo Whitaker/Reuters
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, no último 18, a implementação de projetos-piloto de duas estratégias ainda experimentais para acabar com o mosquito que transmite o vírus da zika: o uso de mosquitos geneticamente modificados e de mosquitos com um tipo de bactéria que impede a transmissão de doenças.

O vírus da zika, que está se espalhando pelas Américas, é transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu como uma "ameaça oportunista e tenaz".
Encontrar a maneira mais eficaz de controlar este mosquito seria um grande reforço na luta contra a doença, afirmou a OMS em um comunicado. No dia 1º de fevereiro, a OMS declarou o surto de microcefalia no Brasil e sua possível relação com o vírus da zika uma emergência de saúde pública mundial.
Depois de convocar uma reunião de seu Grupo de Aconselhamento de Controle de Vetores (VCAG, na sigla em inglês) na semana passada, a OMS disse que seus especialistas analisaram cinco ferramentas em potencial contra o Aedes.

Cinco estratégias avaliadas
Três – incluindo técnicas de esterilização de insetos, armadilhas de vetores e isca de açúcar tóxico para atrair e matar os mosquitos – ainda são experimentais demais para serem cogitadas em projetos-piloto de larga escala, disse a OMS.
Mas duas outras – soltar mosquitos com a bactéria Wolbachia e usar mosquitos machos geneticamente modificados, ou transgênicos, para suprimir a população de insetos – "justificam uma aplicação piloto de tempo determinado, acompanhadas de monitoramento e avaliação rigorosos".

Mosquitos transgênicos
Os mosquitos transgênicos desenvolvidos pela empresa Oxitec são geneticamente modificados para que seus filhotes morram antes de chegarem à fase adulta e se reproduzirem.
No Brasil, o inseto da Oxitec já recebeu aval da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), que considerou a tecnologia inofensiva, apesar de não avaliar sua eficácia. Mas, até o momento, os mosquitos transgênicos não têm registro na Anvisa, apenas aprovações para uso em projetos de pesquisa. Na semana passada, a agência de vigilância sanitária dos EUA (FDA) emitiu uma aprovação preliminar para que os mosquitos sejam liberados na Flórida em um teste de combate contra o Aedes aegypti.

Mosquitos com Wolbachia
A bactéria Wolbachia tem a capacidade de impedir os mosquitos de transmitir o vírus da dengue. No Brasil, a estratégia está sendo testada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Assim como o projeto da Oxitec, o da Fiocruz – chamado "Eliminar a Dengue: Desafio Brasil" – também tem caráter de estudo científico. Se inicialmente o projeto era focado na eliminação da dengue, estudos feitos em laboratório comprovaram que a bactéria Wolbachia é capaz de reduzir a transmissão do vírus da febre amarela, do chikungunya e também atua sobre o vírus zika.
O objetivo é substituir toda a população de mosquitos da região para reduzir os casos de infecção pelos vírus. A bactéria Wolbachia não traz nenhum risco às pessoas, segundo os pesquisadores.

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