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Artistas de Dourados organizam evento sobre indígenas

23 Jun 2016 - 06h00
Além dos espetáculos, a mostra contará com a oficina “Práticas Corporais e Vocais do Processo Criativo Ara Pyahu” e com a roda de conversa “Processos Criativos da Aldeia ao Palco”, além das exposições “Deslocamentos” e “Culturas Indígenas”. - Crédito: Foto: DivulgaçãoAlém dos espetáculos, a mostra contará com a oficina “Práticas Corporais e Vocais do Processo Criativo Ara Pyahu” e com a roda de conversa “Processos Criativos da Aldeia ao Palco”, além das exposições “Deslocamentos” e “Culturas Indígenas”. - Crédito: Foto: Divulgação
Começou ontem (22), e acontece até dia 25, em Dourados a mostra "Tape Kurusu – cruzamentos entre a cultura indígena e as artes da cena", que reúne os espetáculos "Mborahéi Rapére – Pelas trilhas do Canto", do Grupo Veraju, e "Ara Pyahu – des/caminhos do contar-se", do Grupo Mandi’o.


Além dos espetáculos, a mostra contará com a oficina "Práticas Corporais e Vocais do Processo Criativo Ara Pyahu" e com a roda de conversa "Processos Criativos da Aldeia ao Palco", além das exposições "Deslocamentos" e "Culturas Indígenas". O evento acontece no Teatro Municipal de Dourados e no Casulo – Espaço de Cultura e Arte (Rua Reinaldo Bianchi, 398, Parque Alvorada).


Os ingressos encontram-se disponíveis na Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPP) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), localizada na Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso. A apresentação do dia 25 terá entrada gratuita e a participação nas oficinas poderá ser garantida com a doação de 1kg de alimento não perecível.


O espetáculo "Mborahéi Rapére – Pelas trilhas do canto" é uma releitura de cantos indígenas, em especial os dos Guarani e Kaiowá, explorando suas diversas possibilidades harmônicas, rítmicas, melódicas e cosmológicas, razão pela qual o trabalho cênico-musical se desenvolve também com base em mitos e danças indígenas, considerados tradicionais pelas comunidades. A percepção Guarani e Kaiowá da realidade está presente do começo ao fim do espetáculo e introduz o público nos caminhos da palavra-cantada, nos seus símbolos e significados, nas reinvindicações que elas exprimem, na beleza. Além de cantos Guarani e Kaiowá, o repertório inclui cantos dos grupos étnicos Mbyá, Huni Kuin, Shipibo e Krahô.


O projeto surgiu a partir do interesse de artistas, docentes e estudantes em se aproximar da arte indígena local. O encontro e a partilha entre estas pessoas e as comunidades indígenas de Dourados e Douradina resultou em uma criação colaborativa que realiza um diálogo entre a matriz cultural indígena e as linguagens do circo, do teatro e da performance. O grupo contou com a orientação das mestras tradicionais das comunidades indígenas: Floriza Sousa da Silva, da aldeia Jaguapiru; Tereza Martins, da aldeia Bororó; Nona Merenciana, do Itay; Adelina Ramona e Neusa Concianza, do Guyra Kambiy; além da orientação da professora Graciela Chamorro, da etnomusicóloga Magda Pucci (Grupo Mawaca/SP) e da artista Arami Marschner. O espetáculo conta, ainda, com a participação especial do grupo de canto Ñemongo’i, da comunidade Kaiowa de Itay (Douradina/MS), coordenado por Ifigeninha Hirto.


O grupo de dança-teatro Mandi´o, dirigido pela artista Carla Ávila, nasce do emaranhado de linguagens entre as artes da cena, o canto e a palavra, o palco e o chão de terra. Mandi´o quer dizer, em guarani, Mandioca, tubérculo que nasce profundo na terra, nos subsolos do Mato Grosso do Sul, desenvolve-se e se desdobra dentro do subterrâneo, para brotar verticalmente, anunciando-se.


Cultivada por indígenas há milênios, esta raiz inspirou o nome do grupo pela necessidade que seus integrantes sentem de estar e imergir/emergir na e da terra, conhecer as culturas regionais e suas expressões, e refratar suas texturas em cena. É nesta proposta que o espetáculo de dança-teatro "Ara Pyahu, Des/caminhos do contar-se" consolidou-se, tendo a vivência a campo, entre Indígenas Kaiowá e Guarani como principal caminho condutor. O espetáculo transpassa tempos míticos, históricos e midiáticos contando as histórias e caminhadas deste povo através de diversas narrativas expressadas significativamente pela dança.

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