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Saúde

Pesquisa derruba tese de que vida longa só é possível sem estresse

01 Jul 2011 - 13h03
Uma vida sem um trabalho estressante não é garantia de longevidade, diz pesquisa - Crédito: Foto : DivulgaçãoUma vida sem um trabalho estressante não é garantia de longevidade, diz pesquisa - Crédito: Foto : Divulgação
Por Mayra Stachuk


Especialistas de toda a sorte não se cansam de repetir que o segredo para se viver bastante e com saúde é não trabalhar demais, evitar o estresse (como se isso fosse algo sob nosso controle), fazer atividade física freqüente e manter uma alimentação equilibrada. Mas uma pesquisa recentemente publicada nos Estados Unidos (The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Life) pode botar abaixo essas verdades.

“Nossa sociedade gasta uma fortuna em dietas, remédios e suplementos, mas na verdade isso tudo tem pouquíssimo efeito na longevidade das pessoas”, disse Friedman para a Marie Claire inglesa. Segundo ele, o traço mais marcante entre todos os voluntários que viveram mais tempo e de forma mais saudável era seu estilo de vida: tinham personalidades fortes, eram dedicados à carreira e à vida social na mesma medida. “Ter uma ampla rede de amigos, fazer atividades físicas que dêem prazer em vez de se forçar a ir à academia, interagir com a comunidade, sentir prazer com a profissão e ter um casamento feliz ou amizades próximas e confiáveis é o que, na verdade, nos faz viver mais e melhor”, conclui.

A seguir, os sete “segredos” para uma vida longa e feliz:

SEJA MAIS CONSCIENCIOSO

Este é o comportamento que mais interfere na longevidade. Quem é cuidadoso com seu dinheiro, atencioso com as coisas pessoais e focado têm maior tendência a uma vida longa, segundo os estudos. Pessoas conscienciosas tendem a ser mais sensíveis, ter menos chances de adquirir vícios como cigarro, bebida e drogas, dirigem com mais cuidado e seguem o máximo possível as recomendações médicas.


A pesquisa mostrou que pessoas com esse perfil são biologicamente predispostas a ser mais saudáveis e a viver mais, possivelmente porque têm níveis diferentes de certas substâncias em seus cérebros, incluindo a serotonina, um dos principais neurotransmissores do sistema nervoso, responsável pela liberação de certos hormônios, pela regulação do sono, da temperatura corporal, do apetite, do humor, da atividade motora e das funções cognitivas. Quem tem baixos níveis de serotonina tende a agir mais impulsivamente perante todos os desafios da vida.



SELECIONE BEM OS AMIGOS

Surpreendentemente, o estudo mostrou que pessoas populares não necessariamente são as que vivem mais tempo e mais feliz: a vida social ativa aproxima mais de bebidas, álcool e outros hábitos não saudáveis. Mas isso não significa que quem tem um monte de amigos vai, necessariamente, viver menos: a recomendação dos especialistas é a de selecionar mais criteriosamente as companhias e amigos.

NÃO SEJA OTIMISTA DEMAIS

Crianças alegres e otimistas demais, de acordo com a pesquisa, estão menos propensas a ter uma vida longa do que aquelas mais receosas e contidas. O principal link entre o otimismo excessivo e a longevidade foi demonstrado nos estudos através de alterações como pressão alta e colesterol alto. O raciocínio dos cientistas nesse caso é que pessoas felizes demais vivem mais perigosamente, subestimam riscos e são menos precavidas em relação à sua saúde.

PARE DE TEMER O PIOR

Para a maioria das pessoas, aborrecimentos e preocupações são normais no dia a dia. Mas aquelas que levam tudo ao extremo, que vivem temendo e esperando o pior, têm mais chances de sofrer acidentes ou até ataques violentos. Ao que parece, segundo os pesquisadores, quanto mais se espera o pior maior a chance de ele realmente acontecer. É o que os especialistas chamam de catastrofismo, um medo tão exagerado que é considerado doença.

CANCELE A MATRÍCULA NA ACADEMIA

Estar em boa forma física é importante para a saúde, mas o estudo mostrou que as pessoas mais preocupadas em manter as atividades físicas regulares não necessariamente são as que vivem mais. A maioria, aliás, acaba se tornando sedentário após uma certa idade. Isso acontece porque não adianta se forçar a fazer atividades que não dão prazer. Vale mais a pena ser uma criança sedentária e virar um adulto que pratica algum esporte por gosto do que ser uma criança ativa e chegar à terceira idade sedentário.

NÃO CASE MUITAS VEZES

Assim como um casamento feliz aumenta significativamente o tempo de vida tanto do homem quanto da mulher, o processo de divórcio é extremamente desgastante emocionalmente – apesar de as mulheres terem maior tendência em superar esse tipo de trauma do que o homem no que se refere às seqüelas de saúde física.

NÃO TROQUE O TRABALHO ESTRESSANTE POR UMA VIDA FÁCIL

“Relaxe”, “evite o estresse”, “não trabalhe demais”. Todo mundo já ouviu essas recomendações de médicos de todas as especialidades. Mas, de acordo com os pesquisadores, Não há nenhuma evidência ou ligação direta entre uma vida tranquila e longevidade. Homens que são desapegados, dependentes e pouco ambiciosos na infância tendem a se tornar adultos mal sucedidos em suas carreiras e, portanto, mais frustrados e infelizes. E isso aumenta o risco de uma morte precoce mais do que uma profissão prazerosa, porém estressante. Dados comprovam, inclusive, que homens bem sucedidos e feliz
es com suas carreiras vivem em média cinco anos a mais do que os outros.

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