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Saúde

Número de gêmeos cresce 28,5% com reprodução assistida

03 Fev 2016 - 09h25
Especialistas atribuem os dados ao avanço da tecnologia. - Crédito: Foto: DivulgaçãoEspecialistas atribuem os dados ao avanço da tecnologia. - Crédito: Foto: Divulgação
Em dez anos – de 2004 a 2014 –, o número de nascimentos de gêmeos no Brasil aumentou 28,5%, segundo dados da Pesquisa de Registro Civil do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entretanto, o número de trigêmeos e demais múltiplos caiu 7% no mesmo período.


Para Daniel Suslik Zylbersztejn, médico do Setor Integrado de Reprodução Humana do Hospital Universitário da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o dado é consequência da evolução das técnicas de reprodução assistida.


”Hoje, temos medicamentos avançados para estimulação ovariana e estufas mais adequadas para o crescimento dos embriões, o que permite que eles cheguem a estado de maior amadurecimento para transferência, o chamado blastocisto.”


De acordo com o médico, ao usar o bastocisto, a chance de gravidez é maior. “Normalmente, trabalhamos com a transferência de dois embriões, o que aumenta a probabilidade de nascerem gêmeos.”


Segundo o especialista, a taxa de gravidez gemelar no Brasil por tratamentos de FIV (fertilização in vitro) é estimada em 25%, cerca de um quarto dos nascimentos totais em mulheres até 35 anos. “Com o avançar da idade, essa prevalência cai gradativamente, chegando a menos de 10% em mulheres com mais de 40 anos.”


Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM)de 2010 limitou o número de embriões que as pacientes podem receber em cada tentativa, conforme a idade. Para mulheres até 35 anos, podem ser transferidos, no máximo, dois embriões; de 36 a 39 anos, o limite são três e, acima de 40, quatro. ”Graças a essa medida, minimizamos a prevalência de gestações múltiplas. Quando os embriões são de qualidade, transferimos um só, no máximo, dois, a não ser em casos em que a mulher já fez muitos tratamentos e não engravidou”, afirma Mario Cavagna Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.


De acordo com o médico, há mais risco de ocorrer uma gravidez múltipla quando a mulher usa indutores de ovulação para buscar uma concepção natural. “Esse é o pior cenário e não a fertilização in vitro. As gestações múltiplas são consideradas de risco, tanto para a mulher quanto para o bebê. Elas são responsáveis por 20% dos casos de prematuridade.”

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