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Dourados é o epicentro de propagação da Covid-19 em MS

Em um mês, os casos saltaram de 236 para 2.670

02 Jul 2020 - 12h39Por Redação
imagem ilustrativa covid-19 - Crédito: Louise Torresimagem ilustrativa covid-19 - Crédito: Louise Torres

A cidade de Dourados é recordista em casos do novo coronavírus no estado de Mato Grosso do Sul. O surto de casos em frigorífico e a falta de medidas restritivas mais severas são apontadas como as principais causas. 

Até ontem, quarta-feira (1), Dourados havia registrado ao todo, 2.670 casos de Covid-19 e 26 óbitos – 179 casos e 15 mortes a mais do que na capital, Campo Grande. O município se transformou no epicentro de propagação da doença no estado.

Com uma média de mais de 80 casos a cada 24 horas na última semana, a prefeitura diz que está discutindo novas ações com o núcleo técnico e o Comitê de Operações de Emergência para conter o avanço da doença. A preocupação das autoridades também é com o aumento da ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município, que chegou a 60% da capacidade, com 34% deles ocupados por pacientes confirmados ou suspeitos de coronavírus.

barreira sanitária  foto ilustrativa.

Os dois primeiros casos de Covid-19 na cidade foram registrados no dia 28 de março. Na época, o estado tinha apenas 31 casos da doença e nenhum óbito. Desde então, de acordo com a secretaria de saúde do município, foram elaborados decretos de restrições no comércio e isolamento social para conter o avanço do coronavírus na cidade. 

Quase dois meses depois do primeiro caso registrado, no dia 29 de maio, Dourados já contabilizava 236 casos da Covid-19 e um óbito, de um morador da cidade que faleceu em Tocantins. Logo, o "achatamento da curva" começava a desaparecer com a descoberta dos primeiros casos em um frigorífico com mais de 4 mil funcionários.

Os casos se espalharam pelo frigorífico, que chegou a testar mais de mil funcionários positivos para Covid-19, incluindo o primeiro de um indígena no estado, levando a doença às aldeias Bororó e Jaguapiru. 

Até a tarde da última terça-feira (30), 145 indígenas das aldeias testaram positivo para o novo coronavírus. Já na cidade, os registros crescem exponencialmente a cada dia, chegando a um aumento de 1.053% em apenas um mês, entre 29 de maio e 29 de junho.

"A grande onda na cidade começou com o frigorífico. Após a contenção desse surto na empresa, a transmissão comunitária, aquela que ocorre através das atividades habituais e de onde não tem o contato definido, se tornou amplamente disseminada tanto no usuário da saúde pública como privada. Isso, associado à uma flexibilização das normas de isolamento social, fez com que a cidade tivesse um aumento significativo de casos. Se olharmos outras situações que também tiveram frigoríficos, o cenário foi diferente. Em Dourados, permanecemos bem flexibilizados, permitindo que essa transmissão continuasse e ainda passasse para outros municípios da região. Com isso, perdemos o controle", explica Mariana Croda, infectologista e membro do Comitê de Operações de Emergências (COE) da Secretaria de Estado de Saúde.

O município tentou conter o avanço da pandemia, afirma a secretaria de saúde de Dourados, por meio de 14 decretos, que incluem desde proibição de aglomerações e mudanças de horários do comércio, até fechamento de igrejas. Mas enquanto a administração municipal atribui o aumento de casos ao baixo índice de isolamento social, mesmo com as medidas restritivas, a infectologista do COE, porém, aponta para falhas a condução da prefeitura: 

"A cidade não ter adotados medidas restritivas mais severas ou até mesmo o lockdown foram fatores que propiciaram o aumento dos casos. O único termômetro utilizado pelo município foi o número de leitos. Então o pensamento da prefeitura foi o seguinte: "enquanto tenho leitos, vou deixar a população exposta e quando estiverem acabando os leitos, faço os fechamentos necessários". Isso pode sim ter motivado tanto crescimento", diz Mariana.

 

Fonte: G1

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