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Política

Processo de indicação ao TCE cria polêmica

14 Jun 2011 - 22h11
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Campo Grande - O processo de indicação do próximo conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) foi motivo de polêmica durante a sessão de ontem na Assembleia. As divergências antecederam a sabatina dos candidatos Marisa Serrano (PSDB) e Antônio Carlos Arroyo (PR), ocorrida no período da tarde na sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.


A falta de consenso e sobretudo a interferência externa no processo de escolha do substituto de Celina Jallad, falecida em fevereiro deste ano, foram alguns dos pontos de maior discordância.

Irritada com a demora na indicação e com a falta de autonomia da do Legislativo, a deputada Mara Caseiro (PTdoB) ocupou a tribuna para dizer que a Assembleia Legislativa “perdeu mais uma vez a oportunidade de impor respeito perante a sociedade”.

“Com a demora nesta escolha, que seria tão simples, esta Casa perde a oportunidade de resgatar seu respeito junto à comunidade”, enfatizou, a deputada, referindo-se a eleição para a escolha do conselheiro do TCE, marcada para esta quarta-feira.

Mara disse que se sente “indignada” toda vez que é questionada sobre seu posicionamento de apoiar a candidatura de Arroyo ao TCE. Para ela, escolher um dos lados é questão de “vergonha na cara”.

“Me perguntam o que estou ganhando em apoiar o Arroyo, fico indignada em ouvir isso, acho triste. O que eu ganho com isso é o direito que tenho de me posicionar, do jeito que eu entendo como certo. É o respeito, a vergonha na cara e o direito de me expressar de forma livre”, disparou.

A deputada fez questão de enfatizar que, o fato de criticar o processo lento de indicação do novo conselheiro do TCE, não está desrespeitando o governador André Puccinelli (PMDB) e nem Marisa Serrano, a quem disse respeitar e admirar.

“Não quero confronto com meu governador, tenho o maior respeito por ele, só quero deixar clara minha posição e fazer o meu trabalho, assim como ele faz o dele na governadoria”, disse.

Em aparte, o deputado petista Cabo Almi reforçou que o processo “não deveria ter sido encaminhado desta forma”, mas que, “infelizmente”, as coisas “ainda são assim”.

O presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), disse que “tanto faz” se a escolhida for Marisa ou se for Arroyo, já que não haverá interferência na base aliada do governador.

“Se for o Arroyo, assume a vaga dele o Youssif Domingos, suplente da base aliada de Puccinelli. Se for a Marisa, tudo normal também”, disse ele.
Jerson confirmou que votará em Marisa, mas negou que sua opção tenha influência de Puccinelli. Por outro lado, o líder do governo na Casa, Júnior Mochi (PMDB), admitiu que seu posicionamento em favor da tucana foi orientado pelo governador.

O deputado Marquinhos Trad (PMDB) disse que a escolha deve ser feita “por consistência técnica, e não por conveniência política”.

Durante a sabatina, que ocorreu no período da tarde no Plenarinho, Arroyo defendeu a realização de concurso público e prova de títulos para a escolha de conselheiros do TCE. Entretanto, garantiu que se não for eleito, não contestará o resultado da votação. Até o fechamento desta edição, Marisa ainda não havia sido sabatinada pelos parlamentares da CCJ.

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