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Política

PMDB enfrenta nova ameaça de ruptura

06 Jun 2011 - 22h24
Paulo Siufi, presidente da Câmara, quer disputar a Prefeitura de Campo Grande - Crédito: Foto : Izaias MedeirosPaulo Siufi, presidente da Câmara, quer disputar a Prefeitura de Campo Grande - Crédito: Foto : Izaias Medeiros
Campo Grande - Hegemônico em Campo Grande, o PMDB enfrenta novas ameaças de ruptura no momento em que suas principais lideranças políticas traçam planos para continuar administrando o maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul em 2012.

Novas ameaças foram feitas pelo presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Siufi, que sugeriu uma conversa franca com o governador André Puccinelli e o prefeito Nelsinho Trad.

Na audiência, que deverá ocorrer nesta quinta-feira, Siufi deseja saber o que o impede de disputar, em condições de igualdade, com os demais pré-candidatos, a vaga dentro do PMDB para concorrer à sucessão municipal, ano que vem.

O presidente da Câmara reclama que preenche todos os requisitos necessários para disputar a vaga. Ele teria, por exemplo, apoio de vários vereadores, além de desfrutar de bons índices em pesquisas populares para ir para o embate em 2012 como candidato peemedebista. “Se o PMDB não me quiser eu vou ser obrigado a procurar uma sigla que me queira”, avisou Siufi, que é primo do prefeito.

Há dias, Puccinelli e Nelsinho se reuniram com membros da executiva do partido para definir os critérios de escolha de seu candidato, ficando pré-estabelecido que o indicado sairá por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas encomendadas pela cúpula partidária.

No mesmo encontro ficou definido que o PMDB tem três pré-candidatos, o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Grande, Edil Albuquerque, o secretário de Habitação do Estado, Carlo Marun, e o próprio Siufi.

Além desse impasse envolvendo o nome de Siufi, o PMDB convive com outros problemas, uma vez que o deputado estadual Marquinhos Trad insiste em manter sua pré-candidatura alegando poder participar do processo sucessório mesmo sendo irmão do atual prefeito, o que a legislacão eleitoral não permite até com eventual renúncia do chefe do executivo.

OUTROS INTERESSES


No páreo também estariam os deputados federais Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja, (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), além do vereador Athayde Neri (PPS), todos integrantes, atualmente, do grupo que dá sustentação às administrações de Trad e Puccinelli.

Giroto seria o nome preferido do governador para a disputa, enquanto que o prefeito da Capital nutriria preferência pelo nome de Mandetta, seu primo e ex-secretário de Saúde da cidade.

Pelo PT, desfilam como pretensos candidatos a prefeitura da Capital os nomes do ex-governador Zeca do PT e do deputado estadual Pedro Kemp.

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