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Governo anuncia que edital para venda UFN3 deve sair até mês que vem

De acordo com o Estado, dois grupos se interessam pela compra da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas, mas o processo precisa ser reaberto

14 Mai 2022 - 09h00
Reinaldo Azambuja se reuniu com o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, acompanhado da deputada federal e ex-ministra Tereza Cristina, e do secretário Jaime Verruck - Crédito: DivulgaçãoReinaldo Azambuja se reuniu com o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, acompanhado da deputada federal e ex-ministra Tereza Cristina, e do secretário Jaime Verruck - Crédito: Divulgação

Após duas rodadas de reuniões na sede da Petrobras nesta semana, no Rio de Janeiro (RJ), o governador Reinaldo Azambuja obteve da estatal a garantia de que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano um novo edital de licitação para a venda da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas.

Reinaldo Azambuja se reuniu com o presidente da empresa, José Mauro Coelho, acompanhado da deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Todos saíram otimistas das reuniões.

“A Petrobras assumiu o compromisso de publicar um novo edital ainda neste semestre. A gente pediu para que eles fizessem um cronograma para que isso se resolvesse dentro de 2022 para que no próximo ano pudessem ser retomadas as obras da fábrica. O presidente garantiu celeridade nesse processo porque ele entende a importância da UFN3 no cenário nacional da produção de fertilizantes”, destacou o governador.

Segundo Reinaldo Azambuja, vários players estão interessados na compra da unidade. Inclusive, alguns já procuraram o comando do governo estadual em Campo Grande para saber da manutenção dos incentivos fiscais para ativação da indústria. “Agora, a expectativa é de que mais empresas possam se interessar pela compra da UFN3 por causa do cenário da guerra da Ucrânia, que mostrou a necessidade do Brasil aumentar a produção doméstica de fertilizantes”, afirmou.

Com a garantia da antecipação do lançamento do edital nas próximas semanas, o Governo do Estado espera que a negociação com o novo investidor possa ser fechada ainda em 2022, para que as obras sejam retomadas e a produção tenha início em 2024.

Na reunião com a diretoria da estatal, a comitiva sul-mato-grossense ainda sugeriu que o edital de venda da fábrica determine que o comprador utilize o Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras como matéria prima para a produção dos fertilizantes nitrogenados, explicou Jaime Verruck, da Semagro. “É importante resolver essa equação do gás. Por isso fizemos essa proposta da opção da compra do combustível. E isso a Petrobras ficou de analisar”, ressaltou o secretário.

A fábrica
A fábrica localizada em Três Lagoas começou a ser construída em 2011. A unidade integrava um consórcio composto por Galvão Engenharia, Sinopec (estatal chinesa) e a Petrobras. Quando foi lançada, a planta estava orçada em R$ 3,9 bilhões.  

Os responsáveis pela Galvão foram envolvidos em denúncias de corrupção durante a Operação Lava Jato, e com isso as obras foram paralisadas. A Petrobras absorveu todo o empreendimento desde então.  

Quando as obras foram paralisadas, em dezembro de 2014, a estrutura da indústria estava 81% concluída.   O processo de venda da indústria teve início em 2018, com a Araucária Nitrogenados (Ansa), fábrica localizada na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A comercialização em conjunto inviabilizou a concretização do negócio.  

Em meados de 2019, a gigante russa de fertilizantes, Acron, havia fechado acordo para a compra da empresa. O principal motivo para que o contrato não fosse firmado na época foi a crise boliviana que culminou na queda do ex-presidente Evo Morales.  

Já em fevereiro de 2020, a Petrobras lançou nova oportunidade de venda da UFN3. Dessa vez,  a estatal ofereceu ao mercado a unidade de forma individual. As tratativas só foram retomadas no início deste ano com o mesmo grupo russo. 

A unidade foi projetada para consumir diariamente 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural para fazer a separação e transformar em 3.600 toneladas de ureia e outras 2.200 toneladas de amônia por dia.  

O empreendimento passou a ser estratégico para ajudar a suprir a demanda por fertilizantes no País e principalmente para trazer desenvolvimento para o Estado.

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