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Defesa tenta anular sessão que cassou Tio Júlio

17 Mar 2011 - 22h15
Defesa de Tio Júlio alegou ilegalidade nas provas - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSODefesa de Tio Júlio alegou ilegalidade nas provas - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
Valéria Araújo

DOURADOS – A defesa do ex-vereador Júlio Artuzi (PRB) vai tentar anular a sessão que cassou o político na manhã de ontem na Câmara de Vereadores. O argumento do advogado Leandro Geane Gonçalves dos Santos, é de que um dia antes da sessão extra que cassou Tio Júlio, o juiz João Mathias Filho, proferiu uma decisão de que os vereadores Gino Ferreira e Dirceu Longhi não poderiam participar da sessão de julgamento do vereador afastado Paulo Henrique Bambu, que acontece hoje às 9h. Segundo o advogado, a decisão válida para o julgamento de “Bambu”, abre precedentes para que seja anulado o julgamento de Tio Júlio.

Se o juiz conceder o pedido da defesa de Tio Júlio, uma novo julgamento teria que ser marcado sem a presença de Dirceu Longhi e Gino Ferreira. O juiz entende que ambos são acusados do mesmo crime que Bambú, em processo originário da Operação Uragano. Por este impedimento na sessão de hoje, o vereador Paulo Henrique Bambú contará com a presença de 10 dos 12 vereadores no julgamento. Destes, Cido Medeiros e Pedro Pepa são impedidos de votar por serem os suplentes diretos do vereador. Restarão oito vereadores. Para ser cassado, Bambú terá que receber o voto de todos os vereadores votantes, o que representa a maioria qualificada.

#####TIO JÚLIO

Tio Júlio recebeu 11 votos favoráveis a sua cassação e um impedimento. O advogado Leandro Geane Gonçalves dos Santos, apontou o que seriam várias irregularidades cometidas nos trabalhos. Entre elas o interesse político na cassação e a falta de provas. Para Geane, as gravações produzidas por Eleandro Passaia são ilegais, por ele não ser agente da Polícia Federal.

O advogado disse ainda que a gravação foi editada. “Não aparece por exemplo quando o vereador recusou o acordo e devolveu o dinheiro”, disse. Ele afirmou que o caso ainda não transitou em julgado e por isso não seria o momento de cassar o vereador com base em provas supostamente ilícitas.

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