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Lotado, ‘Cadeião no DP’ deve ser desativado em Dourados

14 Jun 2016 - 17h25
Foto: arquivo - Foto: arquivo -
Lotadas, as celas do 1º Distrito Policial, que se transformaram em "cadeião", devem ser desativadas. As considerações são do Conselho Institucional de Segurança Pública de Dourados (Coised), que pede providências ao Estado para a construção de um presídio feminino com a máxima urgência em Dourados. De acordo com o Conselho, as celas da delegacia deveriam ser transitória, ou seja, para presos provisórios. No entanto, mais de 20 presos permanecem semanas no aguardo de vagas no Presídio Estadual de Dourados, enquanto 20 presas aguardam há um mês o deslocamento para presídios da região, que também estão superlotados. Dourados não tem presídio feminino.


Para o Conselho, o judiciário deveria realizar os encaminhamentos automáticos para a PED, porém, devido a falta de vagas, isto é praticamente impossível.


Conforme o Coised, lugar de preso não é na Delegacia, mas sim nos presídios. Este fato gera transtornos para toda a sociedade. O mais grave deles é o desvio de função dos policiais das atividades fins. Para se ter uma ideia, agentes que poderiam estar em investigações de crime ficam plantões inteiros na custódia de presos, função que deveria ser de agentes penitenciários. São trabalhos como revista de comidas, atendimentos a advogados que chegam para conversar com o cliente, entre outros.
No cadeião, apesar de celas separadas, homens e mulheres tem contato próximo e podem até mesmo se comunicar.

Como se não bastasse, a Polícia Civil ainda tem um déficit de 5 delegados e oito escrivães.

#### Estado

Em recente reunião em Dourados com o Conselho, o secretário de Segurança Pública José Carlos Barbosa, disse que é intenção do Estado construir a nova sede do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e no lugar onde está hoje as instalações desta força policial, criar o 3º Distrito Policial de Dourados, proporcionando mais uma estrutura policial para o município. Disse ainda que vai pedir que a União custeie os presos de responsabilidade federal.


O resultado disso seria a economia anual de R$ 276 milhões no custeio de detentos.
Segundo o secretário, dos quase 15 mil detentos que estão em presídios administrados pelo Estado, 6 mil deveriam estar em unidades federais. A proposta do Estado é que os presos que tem perfil federal continuem nas unidades estaduais, no entanto, sejam custeados pela União. Com repasse de valores para custear 40% da massa carcerária de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado prevê economia de R$ 23 milhões por mês, um total de R$ 276 milhões por ano.



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