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Benê Cantelli

Não estamos sozinhos neste mundo

15 Ago 2016 - 10h38
Imaginemos, por alguns minutos, se assim fosse? Os maus seriam muito piores e, pouco modificariam as atitudes para os, naturalmente, bons. O mau, só não é pior porque teme o depois. Porque não conhece, totalmente, o agredido. Se noção tivesse, com certeza seria ainda mais rude.


Por outro lado, imaginando que realmente não estamos sós, e que há um Deus que protege os bons, ainda que, nem todos saibam ou tenham noção de qual é esse poder exercido sobre nós, com certeza, seriamos melhores, e o outro, não seria adversário e nem concorrente, apenas, irmãos de caminhada.


Assim era o tempo dominado pelas armas e, muito bons para aqueles que eram os melhores no seu manuseio. Poucos se preocupavam com a ideia de que todos, ou a grande maioria dos que faziam melhor uso das armas, referindo-se à pontaria, um dia também acabariam sucumbindo. Às vezes, o melhor atirador, não imaginava que, num dia qualquer, um de seus adversários, poderia, em total ação covarde, mobilizar uma cilada, e lá se iam arma e bom atirador.


Como viver e sobreviver numa região onde a guerra se faz, diuturnamente, presente? Sair de casa sem saber se vai encontrar uma bala pelo caminho! Ver o filho saindo para ir à Escola e, de repente, a notícia de que foi morto!


Qual seria a melhor forma de viver num mundo assim, tendo todos, ou quase todos, por inimigos? Para aqueles que são vorazmente consumidos pela ansiedade, a morte viria muito mais rápida do que se poderia imaginar. Por isso, dizemos: "Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus".


Karl Marx, um dos teóricos do Comunismo, chegou a expressar: "A religião é o ópio do povo". É evidente, que estava referindo-se à religião como aquela que mostra ao povo o poder de um Deus que salva os mais fracos e poderia, inclusive, absolver aquele que um dia houvera se arrependido de seus maus atos. Para os comunistas, bastava a ideia do Estado protetor. Pensar num Deus que cuidava dos mais fracos, era torná-lo adversário e concorrente do Estado. Pensando um pouco mais perto de nós e de nosso tempo, talvez um partido que copiou muitas coisas do velho comunismo e suas estratégias, tanto quanto de suas táticas para arrebanhar seus fiéis eleitores, tinham, em mente, a ideia de implantar na cabeça dos mais fracos e de alguns mais carentes, o mito de que o tal partido e seus asseclas seriam seus abençoados benfeitores.


Nunca se sabe ao certo. Melhor assim, quase mortos, ou no mínimo esquecidos porque desfalecidos.
Prefiro, agora, dar vazão a meu sentimento filial de amor a um Deus que se faz presente, na vida de todos, bons e maus. Uns para instigar a ser melhores e, outros, para demonstrar que o mal jamais vai prevalecer sobre o bem.


Ai de nós se Ele não se fizesse presente. Não bastaria apenas dizer: Ai de nós se não existisse um Deus. Porque um Deus que existe, apenas por existir, esse não me satisfaz.


Em nosso mundo, tão esquálido e desvalido como o nosso, ficamos felizes, quando vemos um Pai ser participativo na vida de um filho. Não basta, de verdade, apenas, ser pai. Assim como não basta ser, apenas, professor, amigo, médico, namorado, marido e, tantos outros. Sem participar, não podemos dizer que fazemos parte benfeitora, da vida de alguém.


Faço questão de dizer que Deus, veio a este mundo, com a finalidade de restaurar a vida intima do homem com Ele. Encarnou como homem, na vida de Jesus. Por isso, não lembrar que Jesus é o próprio Deus-Pai e, não apenas o Filho que veio no lugar do Pai, não é de bom alvitre.


Bom dia e melhor semana, principalmente, a todos os pais que participam da vida de seus filhos.


Professor e Campista. e-mail: [email protected]

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