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Luiz Tadeu M. de Oliveira

Constelação familiar e relação conjugal

21 Jun 2016 - 06h00
Interessante refletir que num relacionamento a base é interessar-se pelo outro, descobrir o que o outro deseja e se é viável implementar. Saudável deixar o outro falar, das suas angústias, projetos, interesses, passatempos etc. Lembre-se que ao lidar com o outro, provavelmente irá perceber o seu comportamento refletido no outro.
Provavelmente não se consegue mudar o outro, mas mais fácil tentar mudar a si e as reações em relação a elas, isto é, mudando o modo de viver, ouvir mais e falar menos, desenvolver a habilidade de dar-se bem consigo mesmo e, quem sabe, com os outros também, descobrir coisas positivas no outro, procurar manter-se otimista diante da vida, desfrutar o tempo com sabedoria.


Outras reflexões de fundo e importante para construir aos poucos relacionamentos, é aceitar o outro como está, respeito é importante para si?, eu sinto dor quando causo ou vejo o outro sofrendo?, sou vingativo?....
Um exemplo de relacionamento é amizade. Segundo Dr Bayard Galvão, Presidente do Instituto Milton Erickson de São Paulo, relação de amizade é exercício de tolerância constante, refletindo se "estou preparado para aceitar os equívocos do outro em minha vida?"....


Ademais, outra faceta de relacionamento, é o conjugal. Podemos chamar a atenção que "casamento" não é romântico, é ter objetivos em comum como criar filhos, adquirir bens patrimoniais etc...(2) o sexo é importante no casamento, quando um outro estiver mais "frio", é de bom alvitre tentar esquentá-lo, com carícias, massagens, criatividades, os casais enganam-se achando que não precisam de competência para a vida sexual. Informação de profissionais é importante., tais como filmes, terapeutas tântricos, sexólogos, psicoterapeutas. (3) O casal deve viajar sozinho pelo menos uma vez ao ano, sem parentes ou animais e filhos. Reavivar situações saborosas do passado, quando tudo começou. (4) Devem viajar sozinhos com amigos, sem o outro cônjuge, pois a saudade é fundamental, sair da habitualidade é muitas vezes salvar por mais um tempo o casamento. (5) Cada cônjuge deve ter o seu "cantinho" em casa, pode ser para orações, ou hobbies etc. São algumas dicas iniciais, que poderá prolongar o relacionamento conjugal por mais alguns meses...


Uma visão avançada a respeito de casamento, podemos extrair da obra Amor à Segunda Vista de Bert Hellinger, onde:


Quando uma pessoa encontra alguém pelo qual se sente atraído, (até por paixão no início, movida por instintos), de um modo especial os dois são atravessados por um sentimento de felicidade desconhecido e por desejo que se apossa de ambos.


Sentem esse sentimento de felicidade e desejo com amor. Quando um e o outro diz "eu amo você", eles se unem e se tornam um casal ou, parceiros de caminhada.


Será que esse amor primeiro e desejo que sentem um pelo outro, que confessam um ao outro, é suficiente e forte para que a união seja duradoura, mesmo ficando claro que os caminhos tornam-se diferentes dos então percorridos juntos?


Quando saem da situação de amantes e tornam-se pais, tios, etc., a união é suficientemente estável e forte?
O que um sabe exatamente do outro no início do relacionamento na fase da exaltação do amor? O que sabem da escuridão que envolve a origem, o destino e a designação especial ao outro?


Quando aquilo que estava velado, vem à luz, o que os ajudará para que o amor persista e sobreviva a essa nova realidade?


Sentimos e nos deparamos em prática clínica que aquela primeira confissão "eu amo você" precisa ser completada com algo mais.


Talvez dizer ao coração, "eu amo você e aquilo que nos guia", isso é convite não fácil, pois pede aos dois que olhem não mais para o desejo próprio, mas para algo que está além deles.


EU AMO VOCÊ E AQUILO QUE NOS GUIA é uma proposta terapêutica às vezes não fácil, mas abre possibilidades, de ir APÓS O AMOR À PRIMEIRA VISTA, O AMOR À SEGUNDA VISTA.


Psicólogo Clínico – CRP 14/44122, Hipnoterapeuta, Prof. Univ. Estadual do MS. e-mail: [email protected]

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