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Opinião

Ao esquecimento, jamais!

30 Out 2015 - 10h09
Antonio Carlos Siufi Hindo


Já disse alguém alhures que a felicidade existe, resulta palpável e está ao nosso redor. E só prestarmos atenção para as coisas que estão à nossa frente, nos circundando durante toda a nossa existência e teremos a certeza absoluta desta verdade dogmática.


A questão que perturba o bom viver das pessoas é que elas não conseguem enxergar a grandeza dessa felicidade representada pela sua família, pela sua saúde, pelo seu trabalho, pelas suas relações pessoais e de amizade que são algo concretos porque, infelizmente, estão sempre à procura de algo que não conseguem encontrar.


Aqui reside o embrião das angustias, das dores, dos sofrimentos, das desilusões e dos pecados outros que atrapalham o nosso comportamento e nos levam sempre a viver agredindo nossas consciências. E se agiganta quando esses sentimentos e essas emoções que brotam generosamente no regaço do lar não são valorizados, sentidos e vividos com a força e a intensidade que precisamos oferecer. E só damos conta da nossa insensibilidade quando as deixamos escapar pelos vãos dos nossos dedos.


Estamos a poucos dias de reverenciarmos os nossos mortos que estão sepultados em todos os cemitérios do nosso país e nos quadrantes do globo terrestre. Ali estão mais do que coisas. Estão sepultadas as pessoas que nos serão sempre queridas e amadas. Nem mesmo o tempo apagará suas lembranças porque independentemente da linha de parentesco foram as mesmas que conversaram conosco, transmitiram suas experiências de vida, moldaram o nosso caráter, formaram a nossa personalidade e nos ensinaram que a vida é a maior e a mais expressiva benção de Deus.


Mas, o que passou, passou. Não temos como fazer voltar os conselhos que estavam à nossa disposição e os dispensamos, a alegria contagiante dos filhos, seus avanços e fracassos, e os ignoramos. Enfim, os atos e fatos que se escoaram no abismo do passado motivados pela nossa absoluta estupidez. No entretanto é certo que a vida ainda é a melhor e a mais preciosa escola que temos para vencer esses equívocos. Ela pode nos direcionar para amenizar as nossas dores porque a toda evidencia nos ensina todos os dias que as oportunidades que tivemos e as perdemos se renovam com uma velocidade incrível e basta apenas estarmos preparados para protagonizarmos melhor esses momentos.


O feriado nacional em que reverenciamos os nossos mortos é uma dessas oportunidades para mitigar os nossos enganos e apontar para o futuro que vale a pena aproveitar melhor e com mais praticidade as belezas e as oportunidades oferecidas a nós graciosamente. Finados também é o reflexo mais forte de uma sociedade que sabe demonstrar aos seus mortos a grandeza e o respeito que lhes são devidos. Esse diapasão nunca desaparecerá. Trata-se de um dia de reflexão e de propósitos magnânimos para renovarmos nossas orações e demonstrarmos a nossa fé que a vida eterna existe e na esteira desse entendimento dizer da nossa gratidão imorredoura àqueles que jamais serão esquecidos.

Promotor de Justiça aposentado. e-mail: [email protected]

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