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Relatório traz qualidade do ar e água em Dourados

08 Abr 2011 - 21h00
Prefeito conheceu detalhes de monitoramento da qualidade do ar da água - Crédito: Foto : DivulgaçãoPrefeito conheceu detalhes de monitoramento da qualidade do ar da água - Crédito: Foto : Divulgação
DOURADOS - O prefeito Murilo Zauith recebeu um relatório detalhado sobre a qualidade do ar e das águas dos córregos que cortam a cidade. O trabalho, feito pelo Centro Integrado de Análises e Monitoramento Ambiental da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) através de um convênio com a prefeitura, foi apresentado por professores-pesquisadores e pelo reitor, José Roberto de Arruda. A secretária municipal de Meio Ambiente, Valdenise Carbonari Barboza, acompanhou a apresentação.

Edmilson de Souza, doutor em engenharia e responsável pelo monitoramento da qualidade do ar, explicou ao prefeito que os níveis de emissão de monóxido de carbono verificados em Dourados são considerados baixos, apesar de a cidade ter em torno de cem mil veículos (entre automóveis, motocicletas e utilitários).

Ele falou também do trabalho feito pelo centro de monitoramento sobre o mau cheiro sentido em várias regiões da cidade há alguns anos. A pesquisa envolveu 557 residências de 12 bairros.

Já o biólogo Yzel Rondon Suarez falou sobre a qualidade da água e das plantas que nascem às margens dos córregos que cortam a cidade. Segundo ele, nessa parte a situação é bem mais grave, pois todos os córregos – Água Boa, Rego D’Água, Paragem e Laranja Doce – estão com água contaminada.


“Nos córregos a qualidade da água não é boa e a prova maior é a diminuição das espécies de peixe. No Água Boa, por exemplo, só existem espécies resistentes à contaminação ou que possuem um sistema de respiração também fora da água, como o Cascudo”, explicou o professor.

Suarez disse que as plantas, algumas delas medicinais, nativas das margens dos córregos, têm situação semelhante à dos peixes. “Apenas espécies resistentes à contaminação sobrevivem”.

O reitor da Uems solicitou a prorrogação do convênio entre a instituição e a prefeitura. O prefeito encaminhou o caso à secretária de Meio Ambiente.
Murilo elogiou o trabalho feito pelos pesquisadores e pediu que o resultado das pesquisas cheguem ao conhecimento da população.

Segundo ele, o levantamento é muito importante para que a prefeitura possa buscar recursos federais visando a despoluição dos córregos.

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