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Professores prometem ‘cruzar braços’

16 Mar 2011 - 22h23
Professores prometem parar caso o governo não ofereça proposta salarial melhor - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOProfessores prometem parar caso o governo não ofereça proposta salarial melhor - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Os professores da rede estadual de Mato Grosso do Sul já falam em promover uma greve geral caso o governo do estado não ofereça uma proposta salarial compatível com a reivindicação da categoria.

Ontem foi realizada a primeira grande manifestação dos professores, articulada pela Federação dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (Fetems) e sindicatos municipais dos professores, que deixou quase 300 mil alunos fora da sala de aula nos 78 municípios do Estado.

A paralisação de um dia foi seguida pelas redes municipais, em caráter de solidariedade. Em algumas cidades o movimento municipal também reivindicou melhores condições de trabalho e melhoria na qualidade de ensino.

Em Dourados o ato foi organizado pelo Sindicato Municipal dos Trabalhores em Educação (Simted), que promoveu uma manifestação logo pela manhã na Praça Antônio João com direito a ato público, caminhada e panfletagem no centro da cidade. “O movimento tem como objetivo mostrar para a população que a educação não está sendo tratada com o respeito que precisava”, disse o presidente do Simted, José Carlos Brumatti.

Em Dourados, onde há cerca de 50 mil estudantes na rede pública, quase 100% das escolas aderiram ao movimento, exceto a Escola Estadual Castro Alves, que manteve as aulas normalmente.

Brumatti informou que ontem no final da tarde uma comissão de trabalhadores da educação, organizada pela Fetems, teria uma audiência com o governador André Puccinelli (PMDB), em Campo Grande. “Independentemente da proposta, se houver, vamos realizar no dia 24 deste mês uma nova Assembléia na Fetems para avaliar os avanços das negociações”, disse Brumatti.

Ele destacou que todas as ações articuladas serão discutidas em assembleia na Fetems e nos sindicatos municipais de cada cidade. “A categoria vai avaliar as propostas, sem deixar de descartar uma greve geral”, afirmou.

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