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Rodovia

Mergulhada no breu, MS-156 terá iluminação restaurada

01 Jun 2016 - 06h00
Rodovia MS-156, entre Dourados e Itaporã, terá sistema de iluminação recuperado. - Crédito: Foto: Hedio FazanRodovia MS-156, entre Dourados e Itaporã, terá sistema de iluminação recuperado. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
O trecho de 18 quilômetros da rodovia MS-156, entre Dourados e Itaporã, está mergulhado num profundo breu mesmo com o projeto inaugurado pelo então governador André Puccinelli tendo previsto iluminação em todo trajeto. Com as lâmpadas queimadas ou com os cabos de energia rompidos, a rodovia oferece riscos aos moradores de Itaporã e Dourados que usam diariamente a via, bem como para as famílias indígenas que habitam as aldeias Jaguapirú e Bororó e precisam passar pelo local para ter aceso à Reserva Indígena.


Em virtude da escuridão, as ocorrências de roubos, apedrejamento e agressões têm aumentado consideravelmente nas últimas semanas, na MS-156. No último sábado um homem teve a motocicleta furtada e teve um ferimento leve no pescoço provocado por um golpe de faca. A vítima relatou que um grupo de indígenas saiu do meio do mato armado com facões e foi em sua direção, tomando a motocicleta e desferindo um golpe que causou o ferimento.


Ciclistas que usam a MS-156 para praticar atividade física também estão sofrendo com a falta de iluminação no trecho duplicado da rodovia. Motoristas também têm postado fotografias em redes sociais mostrando os veículos danificados por pedras atiradas por indígenas durante a noite. Em alguns casos, quando o motorista para com o objetivo de verificar o que ocorreu, acaba assaltado.


Outro problema é a presença de animais que são atropelados e ficam abandonados na rodovia, oferecendo ainda riscos de acidentes para os condutores, ciclistas e motociclistas. Além da falta de iluminação, a rodovia também sofre com a falta de manutenção em alguns trechos, sobretudo nas proximidades dos obstáculos em elevação, onde buracos também colocam em risco a integridade física dos usuários da pista.


Preocupado com essa situação, o deputado estadual Zé Teixeira cobrou do governo do Estado no começo de maio, em caráter reiterativo e urgência, reparos na iluminação da MS-156. O deputado conta que grande parte dos moradores daqueles municípios utilizam bicicletas como meio transporte, tanto para seguirem ao trabalho quanto para praticarem esportes, notadamente no período noturno, ou seja, trafegam diariamente na estrada, que não oferece segurança necessária. "A iluminação pública é essencial para a qualidade de vida da comunidade e de fundamental importância para o desenvolvimento social e econômico dos municípios e constitui-se num dos vetores importantes para a segurança pública dos centros urbanos, no que se refere ao tráfego de veículos e de pedestres e à prevenção da criminalidade", alertou Zé Teixeira.


Ainda de acordo com o deputado, a iluminação valoriza e ajuda a preservar o patrimônio urbano, embeleza o bem público e propicia a utilização noturna de atividades como o esporte, o lazer, comércio, cultura.


Licitação


O Diário Oficial do Estado publicou ontem o extrato de licitação da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para a contratação de empresa para manutenção preventiva e corretiva nas instalações elétricas da iluminação pública da MS-156, no trecho entre Dourados e Itaporã. A licitação aconteceu no dia 30 de maio, na sede da Agesul, em Campo Grande.


A rodovia é duplicada é um corredor de grande tráfego. Muitas pessoas de Itaporã trabalham em Dourados ou vão à cidade diariamente para comércio, serviços, atendimento médico ou estudo. Pessoas de Dourados também trabalham ou tem negócios em Itaporã. A iluminação precária e as constantes falhas prejudicam as pessoas e as colocam em rico na travessia da Reserva Indígena.


A rodovia também é um corredor de acesso à Maracaju, cidade que também busca serviços e comércio em Dourados, a Campo Grande e à Bonito e Pantanal. Turistas do sul do país usam muito essa via de acesso aos pontos turísticos da região oeste. A cada dia surgem mais relatos de carros atacados e apedrejados durante a travessia da Reserva no período noturno. Para-brisas são quebrados, motos cercadas. Isso faz com que as pessoas evitem a rota à noite, o que gera prejuízos à economia regional. Os ataques são causados por alguns índios, a maioria jovem, que fazem uso de drogas e se acumulam às margens da via. A rodovia também se tornou um dos principais pontos de prática esportiva em Dourados e Itaporã. Centenas de ciclistas de grupos das duas cidades utilizam a via, de 15 quilômetros, todos os dias para lazer ou treinamento visando a participação em competições. Há meses a maioria dos ciclistas já não a utiliza mais por conta da iluminação precária. Vários ciclistas já foram atacados ou perseguidos na via e, inclusive, bicicletas foram roubadas.

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