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Combate à dengue pode virar caso de polícia em MS

12 Jan 2016 - 07h00
Agentes vistoriam imóveis na Capital para garantir controle do mosquito vetor da dengue. - Crédito: Foto: DivulgaçãoAgentes vistoriam imóveis na Capital para garantir controle do mosquito vetor da dengue. - Crédito: Foto: Divulgação
Em Mato Grosso do Sul, quem não colaborar com agentes de saúde engajados no combate ao mosquito Aedes aegypti pode ser multado e até preso. O proprietário de imóvel residencial ou comércio que impedir a fiscalização, será notificado a liberar a entrada dos agentes em 24 horas, do contrário pode ser multado de 10 a 200 Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul ( Uferms) – em janeiro em R$ 22,90 a unidade), segundo publicado no Diário Oficial de 8 de janeiro de 2016. Também corre o risco de ser preso. A pena por infringir medida protetiva à saúde pública varia de um mês a um ano.


Pela nova lei, tudo o que facilite a proliferação do mosquito Aedes aegypti, sejam utensilios ou sujeira, pode render punição. Segundo a Saúde, Mato Grosso do Sul registrou 44 mil notificações e 17 mortes por dengue, ano passado.


Os municípios do Estado estão mobilizados na ‘guerra’ contra o Aedes aegypti que transmite dengue, zika e chikungunya, além de febre amarela urbana. Dourados e outros municípios contarão com a ajuda do Exército no combate ao mosquito.


Na Capital, com equipes atuando na orientação sobre como eliminar o mosquito Aedes aegypti desde o dia 21 de dezembro de 2015, a Campanha Guerra ao Mosquito, uma iniciativa realizada pela Fiems e Sesi com o apoio da TV Morena e Delegacia Geral da Polícia Civil (DGPC) para disseminar informações de conscientização da população sobre as formas de combate ao vetor já atingiu 30% da meta em 11 dias de trabalho.


Até agora as equipes já percorreram os bairros Noroeste, Veraneio, Panorama, Maria Aparecida Pedrossian, Oiti, Estrela Dalva, Novos Estados, Vila Nascente, Vila Jacy, Taquarussu, Guanandi, Caiçara, Oliveira I, II e III, Bom Jardim e União. Na manhã de ontem, foi a vez do Portal Caiobá e, durante esta semana, o trabalho será desenvolvido na Coophavilla, Tarumã, Batistão, Rancho Alegre, Tijuca e bairros adjacentes.


Nos 11 dias de trabalho, as equipes conseguiram atingir 45.680 domicílios - a meta são 150 mil residências -, o número de pessoas atendidas ficou em 172.305 - a meta são 600 mil pessoas - e 2.788 empresas – a meta era atingir 3.600. Para o superintendente do Sesi, Bergson Amarilla, o indicador é positivo e demonstra o empenho das equipes em realizar o trabalho, que segue dentro do cronograma. “O desemprenho das equipes está sendo fundamental para conseguirmos bons resultados, sem dúvida este é um grande e importante diferencial, principalmente quando estamos caminhando por uma região mais populosa”, declarou.


No período de 18 a 22 de janeiro a campanha prossegue com as ações nos bairros Albuquerque e TV Morena, enquanto no período de 25 a 29 de janeiro serão nos bairros Tiradentes e São Lourenço. Nos dias 1º e 2 de fevereiro a iniciativa estará no Bairro Itamaracá e, de 3 a 5 de fevereiro, a campanha chega aos bairros Piratininga, Jockey Club e América, enquanto no período de 10 a 13 de fevereiro a ação será nos bairros Nova Lima, Mata do Segredo e José Tavares. A Guerra ao Mosquito conta com uma unidade móvel do Sesi, seis automóveis, um carro de som e 30 agentes contratados, promovendo caminhada com panfletagem e realização de visitas domiciliares.

População


O vigilante Tiago Corvalan Delgado, 29 anos, que mora no Portal Caiobá, destacou o quanto é importante o trabalho de conscientização. “Eu tive suspeita de dengue e sei o quanto precisamos estar atentos e fazer tudo o que for possível para evitar a presença desse mosquito”, declarou. Já a dona de casa Enia Almada Rodrigues, 38 anos, também moradora do bairro, contou que ninguém da família teve dengue e que o reforço na informação faz a diferença. “Aqui em casa mantenho tudo muito limpo e fico de olho para não deixar recipiente do lado de fora para acumular água, ainda assim atendo as equipes e recebo as orientações, porque informação nunca é demais”, disse.


A cobradora de ônibus Pamela Talita Azambuja, 30 anos, que também mora no Portal Caiobá, contou que já teve em dengue há 9 anos e os cuidados em casa passaram a se redobrados depois de ter a doença.

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