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Alunos da Uems buscam apoio a curso sucateado

05 Abr 2011 - 00h11
Estudantes fizeram protesto ontem no campus da Uems para reivindicar estrutura - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOEstudantes fizeram protesto ontem no campus da Uems para reivindicar estrutura - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Com nota 1 no quesito infraestrutura e 2 no geral, na avaliação do Ministério da Educação (MEC), o curso de Ciências da Computação, da Universidade Estadual (Uems) está ameaçado de fechar. Para evitar que isso aconteça, dezenas de acadêmicos fizeram ontem um protesto em frente a reitoria, para cobrar providências.

Os estudantes de Ciência da Computação tiveram o apoio de alunos de outros cursos, como de Engenharia Ambiental, que também reclamam do sucateamento.
Segundo a estudante Bárbara Purkott Cezar, de 18 anos, do 3º ano de Computação, os estudantes que estão prestes a se formar não têm infraestrutura nos laboratórios de Informática e o acervo para pesquisas está ultrapassado, além do espaço físico que é insuficiente para abrigar as turmas regulares e os alunos em dependência. Ela lembra que o curso tecnológico não tem infraestrutura, que deveria inclusive ser atualizada regularmente, mas isso não acontece desde a criação do curso em 1994.

“A gente não consegue desenvolver os sofwares para avaliação dos professores”, reforça a aluna que, assim como os colegas, está preocupada com a formação. O grupo cobra, do reitor Gilberto José de Arruda, providências urgentes para melhorar o nível do curso, que foi mal avaliado pelo conselho do MEC. Ela lembra que foi o primeiro curso a ser avaliado com nota baixa e provavelmente outros cursos também serão avaliados e possivelmente ameaçados de extinção.

Da avaliação do curso de Ciência da Computação, apenas o corpo docente, discente e administrativa foram bem avaliados, com nota 4 num total de 5.
Os estudantes prometem recorrer ao Ministério Público, já que o curso poderia, inclusive, correr o risco de fechar. Eles esperam que a Uems assine um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo com o MP em organizar a faculdade.

“O próximo curso a ser avaliado é o de Sistemas de Informação e terá a mesma nota, pois os dois cursos compartilham o mesmo espaço. Tenho esperança que esta situação será revertida”, diz um professor.
A estudante de Engenharia Ambiental, Carolina Magno disse que os estudantes que já estão no 3º ano não têm sala de desenho técnico, literatura específica, laboratórios e aparelhagem o que pode, inclusive, levar à interdição do curso. Também faltam professores.

No final da manhã, após o protesto a Uems emitiu uma nota oficial sobre o manifesto, afirmando que a Uems está ciente das reivindicações dos alunos e desde a sexta-feira passada enviou às coordenações de curso uma convocação para reunião que será realizada na próxima quarta-feira no anfiteatro central da Universidade (bloco A), às 14 horas. Todos da comunidade universitária estão convidados a participar da reunião.

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