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Referendo constitucional do Egito sairia em 2 meses, dizem ativistas

14 Fev 2011 - 18h35
Militar dirige-se ao povo egípcio pedindo fim de greves nesta segunda-feira - Crédito: Foto: APMilitar dirige-se ao povo egípcio pedindo fim de greves nesta segunda-feira - Crédito: Foto: AP
A junta militar que tomou o poder no Egito disse que o prometido referendo sobre emendas à Constituição poderia ser feito em um prazo de dois meses, abrindo caminho para eleições democráticas, segundo jovens oposicionistas.

Wael Ghonim, um dos líderes dos 18 dias de protestos que acabaram na renúncia do presidente Hosni Mubarak na última sexta, disse em sua página do Facebook que ele e sete outros ativistas encontraram dois membros do conselho militar na noite de domingo e trataram do tema.

Em entrevista à Reuters, ele confirmou as informações e disse que as emendas poderiam estar prontas em dez dias.

O Exército ainda não confirmou a informação.

Mais cedo, os militares pediram a trabalhadores e sindicatos profissionais o fim das greves no país, conclamando à \"solidariedade nacional\".

Em comunicado, os militares pedem que os trabalhadores \"cumpram seu papel\" em reavivar a ecomonia e criticaram as greves, após vários setores engrossarem protestos por melhores salários.

No \'Comunicado número 5\', lido na TV estatal, o porta-voz diz: \'Nobres egípcios percebem que estas greves, neste momento delicado, levam a resultados negativos\'\"

Três dias antes, o contestado presidente egípcio Hosni Mubarak renunciouk, após 18 dias de crescentes protestos de rua, e transferiu o poder ao Exército, que prometeu uma fase de transição de seis meses ou até as eleições, inicialmente previstas para setembro.

Pouco antes, cerca de 2.000 manifestantes voltaram à Praça Tahrir, horas após a polícia militar e soldados terem retirado as poucas dezenas de manifestantes anti-Mubarak que continuavam no local, no centro do Cairo, palco dos protestos das últimas semanas.

O tráfego de veículos voltou a ser interrompido, segundo testemunhas.

Três dias após a queda do regime, a maioria das faixas anti-Mubarak haviam sido removidas da praça, mas fotos de jovens egípcios mortos durante os protestos e chamados de \'mártires da revolução\' continuam penduradas nos postos de iluminação pública.

No domingo, o governo militar do Egito dissolveu o Parlamento, suspendeu a Constituição e afirmou que pretende governar por apenas seis meses ou até que as eleições aconteçam.

Numa declaração, o Conselho Supremo Militar, que assumiu o poder depois que 18 dias de protestos puseram fim aos 30 anos de governo de Mubarak, prometeu fazer um referendo sobre emendas constitucionais.

A resposta inicial dos integrantes da oposição e de líderes do protesto foi extremamente positiva.

#####Bolsa
A Bolsa do Egito anunciou nesta segunda um novo adiamento na reabertura das operações, suspensas desde o fim de janeiro.

As sessões da Bolsa de Valores deveriam reabrir nesta quarta-feira, mas um dos responsáveis pela Bolsa do Egito, Khaled Siyam, disse que também não haverá operações nesse dia, tampouco na quinta-feira.

Siyam, no entanto, não confirmou se a reabertura será no dia útil seguinte, 20 de fevereiro.

(G1)

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