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Parentes se desesperam ao saber da morte de crianças em ataque no RJ

07 Abr 2011 - 15h15
Tia de menina morta em escola de Realengo é
consolada no IML - Crédito: Foto: Aluizio Freire/G1Tia de menina morta em escola de Realengo é consolada no IML - Crédito: Foto: Aluizio Freire/G1
Parentes das crianças mortas durante ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) no início da tarde desta quinta-feira (7). Desesperados, muitos estão em estado de choque.

\"Ela era muito carinhosa. Estava toda animada, tinha acabado de começar a praticar atletismo na Escola Militar, em Sulacap\", disse Ana Paula Oliveira dos Santos, tia de Karine Chagas de Oliveira, de 14 anos, após receber a notícia da morte da menina.

Segundo Ana Paula, a sobrinha vivia com a avó desde pequena. \"Minha mãe está em estado de choque. Ela cria a Karine desde dois anos de idade\", contou a tia da menina, acrescentando que os pais da criança ainda não sabem da tragédia.

\"Vimos o que tinha acontecido pela TV. Meu irmão me ligou e foi ao colégio, mas não encontrou minha sobrinha. Um coleguinha achou o celular dela e corremos para o hospital\", completou.

Daniele Azevedo também buscava informações sobre a prima Larissa dos Santos Atanásio e ficou muito emocionada ao saber da morte da menina. \"Ela era muito brincalhona, inteligente, um pouco teimosa, mas muito simpática”, contou, acrescentando que a prima estudava há cerca de dois anos na escola e gostava muito de ir à aula.

Segundo Dabiele, o hospital comunicou às famílias da morte das crianças através de fotos. Ela contou ainda que, onde mora muitas crianças estudam no colégio, e que as mães estavam na rua desesperadas, e por isso foi até colégio. “Vi crianças baleadas e muito sangue no corredor”, disse.

Segundo autoridades, o nome do atirador é Wellington Menezes de Oliveira e ele é ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, onde foi o ataque. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.

A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.

Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola (se você esenciou o caso? Envie fotos e vídeos ao VC no G1).

O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. \"Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio\", disse o policial (veja abaixo a declaração, em reportagem do Jornal Hoje).

A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.

#####Sobrevivente conta como foi
Uma das alunas lembra os momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.

“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.

“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.

#####Atirador diz, em carta, que tinha HIV
O subprefeito da Zona Oeste, Edmar Teixeira, afirmou que Wellington Menezes deixou uma carta em que contava ser portador do vírus HIV. Segundo a Polícia Militar, ele era ex-aluno.

De acordo com o coronel Djalma Beltrami, a carta de Wellington tinha inscrições complicadas. “Ele tinha a determinação de se suicidar depois da tragédia”, contou Beltrami. A carta foi entregue a agentes da Divisão de Homicídios.

Conhecido na escola por ser ex-aluno, ele teria entrado sob alegação de que iria fazer uma palestra. Segundo a polícia ele usou dois revólveres, que chegou a recarregar várias vezes. (G1)

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