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Executiva aceita falar ao Parlamento sobre grampos de jornais britânicos

14 Jul 2011 - 08h10
Rebekah Brooks, diretora de jornais do grupo News Com, do magnata da mídia Rupert Murdoch, aceitou comparecer na próxima terça-feira (19) diante de uma comissão do Parlamento britânico para esclarecer o escândalo dos grampos telefônicos praticados pelas publicações do grupo.

Murdoch, convocado formalmente, disse que não poderá comparecer, e que seu filho, James, diretor do braço britânico da News International, poderá, mas apenas em agosto, informou a Comissão de Cultura, Mídia e Esporte do Parlamento nesta quinta-feira (14).

Eles já haviam recusado uma primeira convocação. O comitê afirmou que vai tentar, legalmente, obrigar os dois a deporem.

Rebekah, que é amiga do premiê britânico, David Cameron, foi duramente criticada por seu papel no escândalo de escutas ilegais de autoridades que sacode o Reino Unido nas últimas semanas. Ela recusou-se a renunciar ao cargo e insiste em que não sabia dos crimes.

Outro preso

O ex-diretor executivo do tabloide 'News of the World' Neil Wallis foi detido nesta quinta em Londres pelo suposto envolvimento nas escutas telefônicas ilegais do tabloide, informou a Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard).

Aos 60 anos, o ex-diretor foi interrogado em uma delegacia sob a suspeita de conspirar para interceptar as ligações.

Wallis, detido em sua casa em Londres, trabalhou como subdiretor do dominical em 2003 junto com o ex-diretor Andy Coulson antes deste ser nomeado como diretor-executivo do jornal em 2007.

O escândalo causa uma grande controvérsia no Reino Unido. Como uma de suas consequências, Rupert Murdoch se viu obrigado na véspera a retirar sua oferta pela compra total das ações do canal de TV pago 'BSkyB', do qual tem 39%.

Em 2006, revelou-se que alguns jornalistas do 'News of the World' recorriam a grampos telefônicos para interceptar comunicações de autoridades e famosos, concretamente as mensagens deixadas nas caixas de correio de voz de celulares.

Na lista das pessoas que tiveram os celulares interceptados estão a atriz Sienna Miller; o ex-vice-primeiro-ministro John Prescott e o príncipe William.

Na semana passada, a crise se ampliou, com a divulgação de que, entre os telefones grampeados, estava o de uma menina assassinada e os de familiares de vítimas de terrorismo e de soldados britânicos mortos em combate.

O escândalo levou ao fechamento do "New of the World" no fim de semana passado.

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