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Abidjan comemora queda de presidente na Costa do Marfim

11 Abr 2011 - 20h35
Apoiadores do presidente eleito Alassane Ouattara comemoram na praça central de Abidjan, nesta segunda - Crédito: Foto: Emmanuel Braun / ReutersApoiadores do presidente eleito Alassane Ouattara comemoram na praça central de Abidjan, nesta segunda - Crédito: Foto: Emmanuel Braun / Reuters
Gritos de alegria ecoavam em várias regiões de Abidjan na segunda-feira (11), à medida que se espalhava a notícia da prisão de Laurent Gbagbo pela principal cidade da Costa do Marfim, onde muitos ficaram presos dentro de suas casas durante os dez dias de confronto pesado.

Alguns, porém, advertiram que a profunda crise do país não acabou e que simpatizantes armados do ex-presidente circulam pelo país.

Os moradores promoveram um buzinaço. Em Koumassi, distrito no sul de Abidjan, Mariam Cisse contou que as pessoas estavam nas ruas, cantando: \"Gbagbo se foi. Gbagbo se foi.\"

\"É inacreditável o que está acontecendo aqui. As pessoas correm em todas as direções e gritam que enfim estão livres\", disse Ali Toure em Abobo, bairro dominado por simpatizantes do rival de Gbagbo Alassane Ouattara e atingido pela violência.

Gbagbo se recusava a deixar o poder depois de perder a eleição presidencial de novembro para Ouattara, lançando o país -que é o maior produtor de cacau do mundo-- num violento confronto, que deixou milhares de mortos e mais de um milhão de desalojados.

Gbagbo, que diz que a eleição foi fraudada, foi detido na segunda-feira depois que veículos blindados franceses cercaram o complexo que funcionava como bunker.

\"Há alegria nas ruas de Deux Plateaux\", disse François Deya. \"As pessoas comemoram por todos os lados.\"

Em Adjame, na frente de uma delegacia, um grupo de jovens armados pró-Ouattara hasteou uma bandeira marfinense ante a multidão em êxtase.

Uma caminhonete militar levando dezenas de soldados pró-Ouattara passou em alta velocidade, com eles saudando as pessoas e comemorando com os punhos para o ar.

Moussa Soumahoro, que vive no distrito nobre de Cocody, onde Gbagbo foi detido, disse esperar que a vida melhore na cidade de 4 milhões de habitantes, onde alimentos, água e suprimentos médicos são escassos.

Ele contou que votou em Ouattara, mas acrescentou que, se ele não mostrar serviço, será deposto.

No bairro de Banco, cerca de 50 jovens festejaram a notícia da prisão de Gbagbo.

\"Esperamos que o país consiga encontrar a paz e a estabilidade. Estou muito feliz\", disse Jean Desire Aitcheou.

\"Um grande obrigado à França por ter nos libertado\", disse Fidi Ouattara, que não é parente do presidente eleito.

######Fim do pesadelo?
O primeiro-ministro do governo de Ouattara, Guillaume Soro, apelou para que os combatentes remanescentes de Gbagbo se unam às novas Forças Armadas e disse ao canal de TV pró-Ouattara: \"O pesadelo acabou\".

Alguns, entretanto, mostraram-se cautelosos, advertindo que o conflito de cinco meses de duração está longe de acabar.

\"Nosso trabalho ainda não acabou\", disse um líder de bairro conhecido como Capitão Wanto em Adjame, enquanto as pessoas comemoravam num mercado nas proximidades.

\"Todas essas milícias do Gbagbo com armas, o que faremos com elas? Perdemos muitas de nossas famílias, este não é o momento de celebrar\", afirmou.

######G1

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