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CONFLITO DE CAARAPÓ

MS pede Força Nacional em área de conflito entre índios e produtores

15 Jun 2016 - 13h33
Índios em barreira na estrada que leva à fazenda. Eles estão pintados, armados de arco e flecha e pedaços de pau. - Crédito: Foto: Gabriela Pavão/ G1 MSÍndios em barreira na estrada que leva à fazenda. Eles estão pintados, armados de arco e flecha e pedaços de pau. - Crédito: Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS
O governo de Mato Grosso do Sul divulgou uma nota no fim da manhã desta quarta-feira (15) sobre o conflito fundiário entre índios e produtores rurais na região de Caarapó, na região sul do estado, em que lamenta a morte de um indígena e a agressão a policiais militares e ainda pede a presença da Força Nacional de Segurança Pública na região.

O conflito ocorreu nesta terça-feira (14), em uma fazenda do município. O agente de saúde indígena Claudione Rodrigues Souza, de 26 anos, morreu e outros seis índios ficaram feridos, entre eles uma criança, no confronto.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que a área em que ocorreu o confronto está na Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá. Conforme o órgão, ela é tradicionalmente ocupada e está em estudo para regularização fundiária.

Em nota publicada no Facebook, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) afirmou que homens armados chegaram em 60 camionetes e atiraram em cerca de mil indígenas, incluindo quatro agentes de saúde indígena, que estavam reunidos no território perto da aldeia Te' Ýikuê. A Funai também afirma que os índios foram atacados.

O comandante da Polícia Militar (PM) do município, tenente-coronel Carlos Silva, informou que a fazenda foi ocupada por indígenas na segunda-feira (13) e que houve confronto entre o grupo e produtores rurais.

No texto da nota divulgada nesta manhã, o governo do estado aponta como foi a atuação das forças de segurança do estado no conflito. Diz que o Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as vítimas do confronto e a unidade pediu apoio da Polícia Militar.

A nota ressalta que durante o atendimento às vítimas, três policiais militares foram rendidos por indígenas, feitos reféns, agredidos e tiveram as armas roubadas, sendo elas: três pistolas calibre , ponto 40, uma escopeta calibre 12 e três coletes.

O informe aponta que os policiais foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e os indígenas atearam fogo na viatura e em um caminhão que transportava uma colheitadeira.

Em razão da situação, foi instaurado um inquérito policial para apurar os fatos e estão sendo realizadas investigações para identificar os autores das agressões policiais, o roubo das armas e os danos causados à viatura policial.

Segundo o governo, quem estiver de posse das armas está cometendo pelo menos dois crimes: porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação de produto de roubo.

Ainda conforme a nota, a Polícia Federal está apurando a autoria e responsabilidade pela morte do indígena durante o conflito.

Confira íntegra da nota do governo sobre o conflito:

NOTA À IMPRENSA

A respeito do conflito entre indígenas e produtores rurais em Caarapó, na região Sudoeste do Estado, o Governo de Mato Grosso do Sul esclarece que:

1.Com o objetivo de reestabelecer a segurança e garantir a lei e a ordem, o Governo do Estado solicitou, em apoio às forças estaduais, a presença da Força Nacional para aquela região;

2. O Governo do Estado lamenta o episódio que resultou na morte de um indígena e na agressão de policiais militares;

3. Bombeiros militares foram acionados pelo telefone 193 para socorrer às vítimas do confronto entre índios e produtores e solicitaram apoio da PM para o deslocamento até o local;

4. Durante o atendimento às vítimas, três policiais militares foram rendidos por indígenas, feitos reféns, agredidos e tiveram as armas roubadas, sendo elas: três pistolas calibre .40, uma escopeta calibre 12 e três coletes;

5. Os policiais foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e os indígenas atearam fogo na viatura e em um caminhão que transportava uma colheitadeira;

6. Foi instaurado um inquérito policial para apurar os fatos e estão sendo realizadas diligências para identificar os autores das agressões policiais, o roubo das armas e os danos causados à viatura policial;

7. A Polícia Federal apura a autoria e responsabilidade pela morte do indígena durante o conflito;

8. Quem estiver de posse das armas está em situação de flagrância por porte ilegal de armas de uso restrito e ainda receptação de produto de roubo.

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