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PARAGUAI E PONTA PORÃ

Loja de traficante executado na fronteira amanhece queimada

16 Jun 2016 - 16h02
Loja de pneus amanheceu queimada, na fronteira com o Paraguai - Crédito: Foto: Martim Andrada/ TV MorenaLoja de pneus amanheceu queimada, na fronteira com o Paraguai - Crédito: Foto: Martim Andrada/ TV Morena
A loja do traficante Jorge Rafaat, executado em Pedro Juan Cabellero, no Paraguai, na noite de quarta-feira (15), amanheceu esta quinta-feira (16) queimada. O comércio de pneus fica na avenida que divide Brasil e Paraguai, a cerca de 20 metros de Ponta Porã, município que fica a a 326 quilômetros de Campo Grande.

Nenhum suspeito do atentado à loja foi identificado. O comércio paraguaio abriu normalmente nesta quinta-feira.

Após a execução de Rafaat, tanques de guerra do Exército Brasileiro foram para ruas do município sul-mato-grossense. Já não há mais viaturas nas ruas. Os militares já participavam de operação de combate ao contrabando e ao tráfico de drogas na região de fronteira.

A assessoria do Comando Militar do Oeste (CMO) informou que a unidade militar da cidade está participando da Operação Ágata 11, desde o dia 13 de junho, e não há relação com o ocorrido.

Execução
Moradores registraram o tiroteio, que durou quase dez minutos. Os atiradores usaram uma metralhadora antiaérea, calibre .50, para atingir o carro de Jorge. A caminhonete, mesmo blindada, não resistiu ao armamento de guerra.

Rafaat foi condenado pela Justiça brasileira por tráfico de drogas em 2014, mas vivia no Paraguai como um empresário de sucesso. Ele era conhecido como o "rei da fronteira".

A polícia apreendeu muitas armas e munição, deteve sete suspeitos e acredita que o motivo de crime tenha sido uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.

Após o assassinato de Jorge Rafaat, tanques de guerra circularam em Ponta Porã. A imprensa paraguaia chegou a dizer que a fronteira entre os dois países estava fechada. Do lado brasileiro, houve um toque de recolher e as ruas ficaram completamente desertas.

Confira a nota do Comando Militar do Oeste (CMO) na íntegra:

"A respeito das atividades tropa do 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado na cidade de Ponta Porã, na noite de 15 de junho de 2016, esclarecemos que:

a. A Unidade Militar, sediada naquela cidade, está participando da Operação ÁGATA 11, coordenada pelo Ministério da Defesa e pelo Comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), desde o dia 13 de junho deste mês, sendo a sua execução e finalidade de pleno conhecimento dos países vizinhos.

b. Não há relação de fatos das atividades desenvolvidas pelo Regimento na Operação Ágata com os fatos ocorridos na cidade vizinha de Pedro Juan Caballero.

Naquela oportunidade, as tropas se encontravam em atividades previamente planejadas nas rodovias que demandam de Ponta Porã à Dourados (BR-463) e de Ponta Porã à Maracaju (MS-164).

Por coincidência temporal, as ocorrências em Pedro Juan Caballero coincidiram com o momento de rodízio das tropas que retornavam das rodovias com aquelas que as substituiriam nas ações.

Tendo em vista o forte tiroteio ouvido em grande parte da cidade de Ponta Porã e a apreensão da população naquela oportunidade, o comando do 11º R C Mec determinou que a tropa que estava saindo da unidade adotasse um dispositivo de segurança na área do aquartelamento, que foi desmobilizado tão logo ocorreu o esclarecimento da situação na localidade, e o acionamento das sirenes das viaturas que retornavam das rodovias, a fim de que se evitassem acidentes de trânsito, pois se tratavam de viaturas blindadas de grandes dimensões.

c. A Operação ÁGATA é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) criado por decreto em junho de 2011, para o incremento de ações de combate aos crimes transfonteiriços, tendo iniciado na última segunda-feira, dia 13 de junho e, até o presente momento, não há prazo definido para seu encerramento.

O 11º R C Mec, em conjunto com as demais agências e órgãos de segurança pública, continuará realizando as ações previstas para Operação, tais como a ocupação de Postos de Bloqueio e Controle de Estradas e o Patrulhamento de Vias, com os efetivos e meios militares que se fizerem necessários, para o incremento da segurança de nossas fronteiras."

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