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Visão humanizada da dependência

08 Jun 2016 - 06h00
Intenção do autor é ajudar não só os dependentes químicos, mas também os familiares. - Intenção do autor é ajudar não só os dependentes químicos, mas também os familiares. -
No mês de junho, desde 1999, é organizada nacionalmente a "Semana Nacional Antidrogas", com o objetivo de conscientizar os brasileiros no combate às drogas. Para contribuir na disseminação do conhecimento sobre a dependência química, o psiquiatra Marcos Estevão Moura reuniu em dois livros parte do conhecimento adquirido em 30 anos de trabalho nessa área, e pretende ajudar não só os dependentes químicos, mas também os familiares e a sociedade em geral.O lançamento dos livros "Meu nome é Romualdo" e "Dependência química, uma prisão de ponta cabeça", será realizado amanhã, quinta-feira (09), às 19 horas, na Associação Médica de Mato Grosso do Sul. O livro intitulado "Meu nome é Romualdo" conta a história de um dependente químico que, apesar de vivenciar muitas dificuldades, consegue alcançar um final feliz na luta contra as drogas.

"A história de Romualdo é a história de muitos dependentes químicos. Acho que o livro pode ajudar o público em geral a conhecer o que é a dependência química, a encarar isso como uma doença", explica o especialista. Na luta contra as drogas, o personagem se utiliza de diversas ferramentas como o tratamento médico e psicológico, os grupos de apoio e a religião. "O tratamento da dependência é uma guerra de amplas frentes, então quanto mais ferramentas o dependente utilizar mais fácil é o tratamento", completa.

No segundo livro, intitulado "Dependência química, uma prisão de ponta cabeça", o personagem Romualdo aborda diversos aspectos da dependência química, como a abstinência, as recaídas de comportamento, o tratamento, a internação compulsória, na visão de quem já vivenciou todo o processo, evitando a linguagem técnica geralmente utilizada nos livros acadêmicos. "As taxas de sucesso no tratamento da dependência química ainda são baixas, mas com obras como essa podemos contribuir para que os trabalhos com prevenção e tratamento ganhem a importância que merecem", define Marcos Estevão."Há 30 ano a OMS (Organização Mundial de Saúde) dizia que menos de 5% dos dependentes conseguiria sair das drogas, hoje já quadruplicamos esse percentual", comemora o médico.

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