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Metalúrgicos da GM no interior de SP entram em greve

20 Mai 2011 - 14h10
Funcionários do primeiro turno da GM em assembleia nesta sexta - Crédito: Foto: Lucas Lacaz Ruiz/AEFuncionários do primeiro turno da GM em assembleia nesta sexta - Crédito: Foto: Lucas Lacaz Ruiz/AE
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região anunciou nesta sexta-feira (20) que os funcionários do primeiro turno da fábrica da General Motors em São José dos Campos, SP, entraram em greve. Os trabalhadores rejeitaram a proposta da montadora referente à participação nos lucros e resultados, e decidiram por uma paralisação de 24 horas. Procurada pelo G1, a empresa não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Segundo o sindicato, a GM propôs PLR de R$ 9.500, caso os trabalhadores atinjam 100% das metas, o equivalente à produção de 410 mil carros por ano nas fábricas de São José dos Campos e São Caetano do Sul, no ABC paulista. Conforme os resultados, pela proposta da montadora, esse valor pode variar de R$ 7.600 a R$ 11.500. A proposta prevê ainda a antecipação de R$ 5.200.

Os trabalhadores querem uma variação de R$ 10.020 a R$ 15.030, com primeira parcela antecipada de R$ 7 mil, a ser paga ainda neste mês. No ano passado, segundo o sindicato, cada funcionário recebeu R$ 9.909 de PLR. A organização diz que negocia com a empresa desde o fim de abril e que a rodada mais recente, ocorrida na última quinta (19), terminou sem acordo.

Uma nova assembleia acontecerá às 14h30, com os trabalhadores do segundo turno. A GM de São José dos Campos produz os modelos Corsa, Classic, Meriva, Zafira, S10 e Blazer, além de kits desmontados para exportação, motores e transmissões. São 950 veículos ao dia e a fábrica possui cerca de 9 mil trabalhadores, ainda de acordo com a organização sindical.

Volks completa 16 dias de greve

Entre as fabricantes de automóveis e caminhões que já encerraram as negociações sobre a participação nos lucros e divulgaram os valores, o maior montante foi para funcionários da Volvo, em Curitiba. Após três dias de greve, a empresa aceitou pagar até R$ 15 mil de PLR, um aumento de 66% sobre o valor de 2010.

Também no Paraná, a fábrica da Volkswagen, em São José dos Pinhais, completou 16 dias de greve nesta sexta. Segundo o sindicado local, 9.720 veículos deixaram de ser fabricados no período, o que representaria um prejuízo de R$ 380 milhões para a montadora. A Volkswagen diz que não comenta o assunto. Uma nova assembleia está marcada para a tarde desta segunda (23). Nessa planta, a Volks produz os modelos Golf, Fox e CrossFox.

Desde a semana passada também acontecem paralisações na fábrica da Honda, em Sumaré, SP. Os funcionários protestam contra a decisão da empresa de demitir 400 trabalhadores, em virtude de um corte da produção. As operações serão reduzidas à metade a partir de junho devido à falta de componentes importados do Japão. A produção dessas peças foi afetada pelo terremoto ocorrido no país em março.

Na última quinta, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região entrou na Justiça pedindo a suspensão das demissões.

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