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José Alberto Vasconcellos

Gavião, cobra e... Ratos – política zoológica

12 Mar 2016 - 06h00
José Alberto Vasconcellos

Rui Falcão, presidente do PARTIDO DOS TRABALHADORES, reagiu à condução coercitiva de S.Exa., o sr. Luiz Inácio LULA da Silva, determinada pelo Excelentíssimo Senhor Juiz Federal, Dr. Sérgio Moro, que comanda o "Forte da Restauração da Vergonha Nacional", em Curitiba. Para tanto, Falcão convocou reunião de emergência, para tentar a emersão do "PR, BRAHMA, ou BARBA" (nomes populares do ex-presidente), que se encontrava imerso, em decorrência da condução coercitiva pela Polícia federal


Como aconteceu: o ex-presidente, depois de fazer fita — com texto e áudio em português — escorado num batalhão de advogados bem remunerados, "... declarou que não atenderia ao convite e muito menos a intimação, para prestar depoimento à Polícia Federal". Criou um impasse que seria inadmissível. Das bravatas que arrotou, conseguiu que a Polícia Federal o conduzisse coercitivamente (sob vara), por determinação da Justiça, para responder o que lhe seria perguntado pelo Delegado.


O ex-presidente, depois de um chilique, aconselhado por seu advogado, foi resmungando, mas foi! Não se sabe, contudo, a estória que contou desta vez, em resposta ao que lhe foi perguntado – e se respondeu – o que teria dito?


Certamente S. Exa., revestido da imaginada importância de ex-presidente, com função atual de coadjuvante da atual "presidenta" da República, ciscou e ameaçou meio mundo, não conseguiu, contudo, suscitar dos policiais que o surpreenderam no fim da madrugada, na sua residência em S.B. do Campo, uma única e melancólica palavra, que pudesse escorar seus desbarrancamento moral.


Encontrado no leito, suado e descabelado, trocou o robe de cetim, depois de alguns impropérios, pela demagógica "farda de operário" e sem tardança, esperneando, foi conduzido até o pé do delegado de polícia, em lugar discreto, longe da militância remunerada, acostumada a ciscar até arrancar minhocas do asfalto.
Ouvido e liberado,novamente custodiado pelo Falcão, presidente do seu PT, foi conduzido de volta para os braços inconsoláveis e ansiosos dos "cumpanheros" alvoroçados. Um Falcão esmorecido e desapontado escoltava Lula, sob o olhar complacente da senadora petista (Gleisi), boquiaberta. Nesse ato de confraternização partidária, S. Exa., o ex-presidente, disse para quem quisesse ouvir: "— Se quiseram matar a Jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo, e a Jararaca está viva, como sempre esteve!" Para o Brasil e para o Mundo, que mal poderia representar uma Jararaca que apanhou no rabo? Seria o vaticínio de dias negros para a Nação, decorrentes de terrível vingança, que deixaria milhões de brasileiros sem emprego, com o sem carteira assinada? Ou uma ameaça ao Instituto Butantã, que se eximiu em examinar o rabo da cobra!


Com a barba e baba contaminadas pela peçonha comunista de Lênin, imaginou Lula poder fazer tremer a sociedade, esquecendo-se de que alertou as Forças Armadas, que embora não o levem a sério, estará sempre preparada, para defender a Constituição e a República Federativa do Brasil, até contra — se for o caso — o exército do MST, que o ex-presidente ameaçou convocar, em data recente, diante das TV´s e de milhões de testemunhas.


Sabe-se que a curiosidade da Polícia, do MP e da Justiça, sempre foi em querer saber, como bem definiu J.R.GUZZO, apud Veja, ed. 24.02.2016, à pág. 98, verbis: "...a troco de que empresas pagam reformas caríssimas no sítio que Lula freqüenta – um lugarzinho meia-boca..." "Por que manda para um sítio que não é dele uma mudança com 200 caixas? Por que lhe pagam uma cozinha de 130 000 reais, mais do que vale uma casa inteira no Brasil real?""...não consegue dar, nem com a assistência dos mais distintos criminalistas do país, uma única resposta que possa ser levada a sério sobre os benefícios pessoais inexplicáveis que vem recebendo de empreiteiras de obras públicas."(sic)


Conclui o J. R. Guzzo (op.cit.): "Lula e o PT ganharam mais algum tempo, mas as perguntas só irão embora no dia em que forem respondidas." (sic) Com certeza, o ex-presidente, ouvido pela PF e devolvido à militância alvoroçada, tenha respondido ao que lhe foi perguntado, apenas com os blá, blá, blás, de sempre!
E ainda o J.R.Guzzo (op.cit.): "A fuga permanente de Lula não chega a piorar sua imagem junto aos milhões de brasileiros que, já faz muito tempo, desistiram de acreditar nele...".(sic)


As perguntas não foram – e não vão embora – enquanto não respondidas. Nesse ínterim, as Forças Armadas manter-se-ão prontas para o combate, e o povo, para estocar comida e água, prevenindo-se de um possível cerco, que poderá lembrar Massadas, fortaleza às margens do Mar Morto, último bastião da resistência judia aos romanos (66-73, a.D.), que terminou com o suicídio coletivo dos judeus.


Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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