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Editora Tordesilhas lança livro “Melancolia”

21 Dez 2015 - 09h35
“Melancolia I” e “Melancolia II”, a história tem início com um dia na vida do ainda jovem estudante de arte. - Crédito: Foto: Divulgação“Melancolia I” e “Melancolia II”, a história tem início com um dia na vida do ainda jovem estudante de arte. - Crédito: Foto: Divulgação
A Editora Tordesilhas lança no Brasil “Melancolia”, obra do poeta, dramaturgo e romancista norueguês Jon Fosse. O livro transforma em ficção a história de um dos principais, mas mentalmente instável, pintor de paisagens na Noruega, Lars Hertervig (1830-1902).


Dividido em duas partes: “Melancolia I” e “Melancolia II”, a história tem início com um dia na vida do ainda jovem estudante de arte. Ele está prestes a encontrar seu professor, Hans Gude, que irá finalmente avaliar sua pintura. O leitor o descobre na cama, atormentado pelo medo e pela dúvida. O que o professor iria lhe dizer? Que era um mau pintor? Que era um bom pintor? E assim a narrativa continua para trás e para a frente, para trás e para frente, para trás e para a frente. A repetição excessiva de pensamentos faz o leitor viajar pela confusão mental pela qual Hertervig passa.


“Hoje Hans Gude observará meu quadro. Mas não me arriscarei a ouvir o que Hans Gude dirá, porque se Hans Gude, que realmente sabe pintar, disser que não sei pintar, então eu realmente não sei pintar. Então vou ter que voltar para casa e ser pintor assistente e nada além disso. E eu, que quero tanto pintar os mais belos quadros, e ninguém sabe pintar como eu. Porque eu sei pintar.” Em “Melancolia II”, publicado um ano depois de “Melancolia I”, Fosse oferece uma perspectiva diferente sobre a história de Hertervig. Essa parte da obra se passa em 1902, poucos meses depois da morte do artista. Narrada por Oline, irmã mais velha do pintor, ela recorda a infância, o pai dominador e o irmão “diferente”. Como em todo o restante do livro, quase toda a ação se passa na cabeça da personagem, em um fluxo de consciência ininterrupto, melancólico e pungente, que ganha vida pela linguagem repetitiva e hipnótica.


“Melancolia” é um retrato extraordinário de mentes assustadoramente frágeis, mas capazes de apreender com grande sensibilidade a beleza e a luz que há no mundo.


Muitas vezes chamado de “o novo Ibsen”, Jon Fosse publicou cerca de 30 livros – romance, poesia e dramaturgia – desde 1983. Em 2000, Melancolia ganhou o prêmio Melsom, e Fosse recebeu do governo norueguês o direito de viver na Grotten, residência localizada no complexo do palácio real, em Oslo, honraria concedida a quem faz contribuições expressivas à arte e à cultura do país.

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