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As hipocritas ideologias partidárias

07 Jul 2011 - 10h09
Manoel Marques Cardoso


O leitor já viu um deputado ou senador abandonar um partido político porque um ou alguns de seus integrantes foi flagrado em roubalheira ou uso indevido do cargo para se beneficiar em futuros pleitos, o que em tese, é uma excrescência moral.

Vejamos opinião de um sujeito decente, o senador Demóstenes Torres:
“A maior traição que se pode cometer com o eleitor é ser eleito para integrar a oposição e no meio do mandato migrar para a base governista”
Em ratificação às declarações de Demóstenes Torres temos o desabafo de Maurício Brusadin, expurgado da direção do PV.

“Vivemos um período em que o estado virou um condomínio de partidos, onde o partido no poder faz papel de síndico”

Essas duas declarações mostram a promiscuidade que se tornou a convivência de partidos políticos que ao invés de cumprirem suas propostas de campanha, fazem as mais nefastas negociações por cargos de olho no dinheiro oriundo deles, ou seja, dane-se o eleitor e dane-se a ética não só como parlamentar mas como cidadão.

O advogado Leucir Schiavini, um dos fundadores do PRB, partido de Marcelo Crivella, sobrinho do grão mestre Edir Macedo, botou a boca no trombone e contou que o partido já nasceu com falcatruas, assinaturas falsas para dar origem ao partido, coisa que absorvemos com a maior naturalidade em face dos assombrosos feitos de políticos deste e de uma vastidão de outros partidos.

O que é mais grave, denunciado pelo advogado, e o fato do bispo Vitor Paulo, presidente do PRB, eleito deputado federal, ter recebido uma denúncia por escrito do advogado Schiavini, de que as cestas básicas doadas para os desabrigados das chuvas no Rio de Janeiro, entregues na sede do partido, terem sido levadas para tudo quando é lado, menos para os desabrigados. O senhor Vitor Paulo, reconhece que recebeu a denúncia por escrito de Schiavini mas alega que o “ônus da prova é de quem acusa.”

Essa indecência mereceria a expulsão do deputado por improbidade no uso de suas atribuições até mesmo como fiel depositário dos donativos.

Sabe o leitor o que vai acontecer: Absolutamente nada, até porque aqueles que surrupiaram os alimentos são tão bandidos quanto quem se omitiu de tomar providências.

Consta na internet que um deputado aqui do MS, propôs ao ex prefeito Ari Artuzi o valor de R$.2.000.000,00 (dois milhões de reais) para não ser seu oponente na campanha de 2012, alegando que o governador iria lhe arrumar uma mixaria, e que se o ex prefeito quisesse calmaria na reeleição teria que lhe entregar a grana. Se o leitor quiser conferir é só buscar no www.gdnews.com.br.

Pergunto ao leitor se isso não contribuiu para que o ex prefeito fosse com mais sede ao pote, até mesmo a fim de cumprir com tal exigência do ilustre deputado.

É óbvio que se tivesse tido tempo e condições a propina teria sido paga e o tratado cumprido. Deu tudo errado, pela inaptidão do ex prefeito e seus asseclas na montagem do esquema fraudulento. Li um dia destes que o ex prefeito seria preso novamente por declarações ofensivas por dizer em seu vocabulário “especial” que estava fazendo serviço de branco, mas em nenhum momento citou qual seria a cor de quem faria um serviço mal feito. Ou citou? Se citou, mostrem as provas.

O ex prefeito disse: A genti tá fazenu serviço di branco, serviço di genti”. O ex presidente Lula falando para generais disse “um bando de generais”, nem por isso teve a prisão decretada, se analisarmos a origem dos bandos, a gravidade é maior.

Ora, sejamos mais coerentes, com esse vocabulário um sujeito tem condições de discernir o que é ofensa ou não à alguma etnia não branca.

Essa foi a mais clara demonstração de dificuldade de construção de uma frase coerente e quem nunca ouviu o que o ex-prefeito disse ao vivo e a cores, antes das leis de proteção às ditas minorias. Em nenhum momento estou defendendo o ex prefeito, estou apenas citando o fato por aqueles que votaram nele e voltariam a votar se candidato for, como foram eleitos inúmeros verdadeiros bandidos nacionalmente conhecidos com processos tramitando “ad perpetum” no STF.




Economista/empresário | e mail: manoelmarquescardoso

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