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Nanicos correm contra o tempo para arrumar filiados

29 Mar 2011 - 07h05
Dorival Betine, presidente da comissão provisória do PRP - Crédito: Foto : DivulgaçãoDorival Betine, presidente da comissão provisória do PRP - Crédito: Foto : Divulgação
Campo Grande - O interesse na disputa eleitoral do ano que vem, além de movimentar os dirigentes partidários e estimular a criação de novos partidos, tem forçado a renovação de comissões provisórias e de diretórios municipais, numa investida estratégica que passa por manobras políticas envolvendo as cúpulas regional e nacional dos partidos.

A correria, que envolve dirigentes de partidos “gigantes e nanicos”, deve-se ao prazo-limite de filiação partidária para quem deseja disputar cargos eletivos nas eleições de 2012. Isso sem contar o interesse daqueles que se vêem “queimados”, em seus partidos e buscam abrigo políticos em outros grupos, mesmo diante do risco de ficarem fora da disputa por causa dos impedimentos previstos pela legislação eleitoral .

“Nós temos até o mês de setembro para nos organizar, um ano antes das eleições, porque nosso interesse é lançar can-didatos em boa parte dos municípios do Estado”, definiu o presidente da Comissão Provisória Regional do PRP, Dorival Betini, que recentemente assumiu o comando da legenda, antes dirigida por pessoas ligadas ao vereador Marcelo Bluma, presidente regional do PV.

Betini nomeou recentemente a comissão provisória do partido em Dourados, cujo presidente é Joéhdi Barboza Guimarães, que assumiu em lugar de José da Silva Neto, popularmente chamado de Peninha.

Além de Guimarães, que é procurador da Fazenda Nacional, Betini nomeou também o radialista Thiago Wesley Pereira (vice-presidente), a advogada Virginia Marta Magrini (secretária), o militar Osmir Alves Marques (tesoureiro) e Francisco Martins Medeiros (Chagas), membro da comissão.

O presidente regional disse que esses membros é que vão decidir o destino do partido visando às eleições de 2012, devendo lançar candidatos a vereador e, quem sabe, a prefeito nas eleições de 2012.

Ele comentou que o PRP terá em seus quadros conhecidas lideranças municipais, como prefeitos e vereadores. “Em Selvíria, nosso candidato é o ex-prefeito Nelson Aparecido da Silva”, atesta, adiantando que outros nomes serão anunciados em breve.

O ex-prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma, está sendo sondado pelo nanico PRP, que também articula o ingresso do vereador Gilson de Moraes, de Rio Brilhante, provável presidente da comissão provisória do partido a ser criada no município.

Gilson é um dos que deixaram o PSB após criação de uma comissão de ética para apurar o envolvimento de 23 de seus filiados sob a suspeita de terem praticado infidelidade partidária.

O processo baseia-se em resolução do comando nacional, que estipula que todos os titulares de mandato terão de apoiar candidatos do PSB nas eleições, sob pena de não poderem disputar futuras eleições pelo partido.

Da mesma forma, há uma forte movimentação nos bastidores em torno da adesão do prefeito de Dourados, Murilo Zauith (DEM), ao PSD, legenda recém-criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, egresso do DEM.

Murilo ainda não se definiu sobre a possibilidade de mudar de partido, mas já encontrou um seguidor, o presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Paulo Siufi, que ameaça deixar o PMDB, na eventualidade de ser alijado da sucessão do prefeito Nelsinho Trad, de quem é primo e companheiro de partido.

Candidato a prefeito, Siufi disputa a indicação com o secretário Carlos Marun (Habitação e das Cidades) e com o vice-prefeito Edil Albuquerque, que ocupa a Secretaria de Desenvolvimento.

Há informações de que o vereador tem interesse de acompanhar Murilo, o qual garante ter apoiado nas eleições para o Senado no ano passado.
######PROBLEMAS
Reportagem publicada na edição de ontem do jornal Folha de São Paulo, expôs as dificuldades de políticos de renome se sair bem nas próximas eleições disputando cargos eletivos em partidos de menor expressão eleitoral.

A matéria destaca que a criação de siglas sob medida para a dupla Kassab e Marina Silva (PV), por exemplo, esbarra em futuros problemas como pouco tempo de TV e limitação de repasses do Fundo Partidário, dividido com base nas últimas eleições. Da mesma forma, isso reflete nas instâncias regionais e municipais, onde essas legendas tentam se organizar.

Ainda que abriguem políticos famosos, os partidos novos são tratados da mesma forma que os nanicos.

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