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Política

Cassado, Júnior denuncia mensalão na Assembléia

16 Mar 2011 - 22h51
Júnior Teixeira faz graves denúncias na Câmara e na AL - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOJúnior Teixeira faz graves denúncias na Câmara e na AL - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Minutos antes de ser cassado por quebra de decoro parlamentar, o vereador Humberto Teixeira Júnior (PDT) “metralhou” denúncias contra deputados da Assembléia Legislativa e suplentes da Câmara de Vereadores que participavam do julgamento contra o político.

Quanto a Assembléia, Júnior Teixeira apresentou cópias de cheques, que segundo ele, seriam assinadas pelo presidente da AL (Jerson Domingos).

“Quando o Ary Rigo disse nas gravações que nenhum deputado recebe menos do que R$ 120 mil é verdade. Falo isto porque recebi provas de que eles recebem dinheiro por fora. O recurso é proveniente de dinheiro desviado do Fundersul”, acusou.

Teixeira também se dirigiu aos suplentes que estavam no julgamento. Ele denunciou que os do partido Democratas teriam recebido mensalinho. “Teve vereador que recebeu salário com nota de serralheria”, disse, sem informar quem estaria pagando os valores. O ex-vereador disse que um suplente que estava na Câmara estaria divulgando obras com uma empresa. “Fui ao local e nada existe”, disse.

O PROGRESSO entrou em contato com os três vereadores suplentes do partido que estavam no julgamento. Cido Medeiros, Pedro Pepa e Idenor Machado, garantiram a reportagem que a denúncia é vazia e que eles nunca receberam dinheiro de qualquer que seja o esquema criminoso. “O Juninho tinha que ter dado nome aos bois”, disse o vereador Cido Medeiros.


A denúncia de Teixeira teve como princípio cobrar um posicionamento da Receita Federal e do Ministério Público. “Onde estão estas autoridades que ainda não instalaram processo contra estes políticos”, cobrou, observando que “se é para passar a política a limpo, e se todos estão em surto de conduta ética, as denúncias devem ser ampliadas a nível de Estado também”, destacou.

#####DEFESA

Durante pouco menos do que 2 horas, limite máximo do seu tampo para apresentar defesa, Júnior Teixeira disse que a cassação dele era o maior absurdo da história da Câmara de Vereadores. Isto porque segundo ele, houve falhas desde a implantação da Comissão Processante até o dia do julgamento. Júnior começou seu discurso dizendo que na formação da CP, três vereadores não se declararam impedidos e ficaram de fora do sorteio. Ele também alegou que não foi respeitado o princípio da proporcionalidade partidária, interesses cruzados dos suplentes e cerceamento de defesa. “A constituição diz que todo o acusado tem direito a ampla defesa.

O ex-vereador Sidlei Alves era peça fundamental para esclarecer fatos na minha defesa. No entanto a Casa entendeu que por ele estar no mesmo processo que eu ele não poderia ser intimado e não foi. Destaco os vereadores Gino Ferreira e Dirceu Longhi. Ambos estão no mesmo processo que eu na Justiça. Eu pedi aqui para que eles fossem dispensados com a mesma alegação da Câmara e não obtive sucesso. Quer dizer, para me julgar eles podem, mas para me defender não?”, indagou lembrando que eles como juízes teriam que ter se ausentado do julgamento por serem amigos pessoais de Júnior e por Dirceu, principalmente, ter dívidas com o parlamentar.

Segundo ele, apenas 1 das 10 testemunhas de defesa dele foi ouvida. “Nem sequer notificaram as testemunhas e depois a CP disse que eu que tinha que apresentá-las. Este encargo é da CP e não minha”, alegou.
Júnior Teixeira, pouco antes da Sessão da Câmara protocolou o pedido de dispensa de Gino e Dirceu e um prazo de 10 dias para que ele arrumasse outro advogado, já que o atual não pode comparecer. O pedido foi negado no ínício da sessão.

Outra denúncia de Teixeira é em relação as provas da CP. “Elas foram editadas. Os diálogos não têm começo e nem fim. São pedaços recortados de uma conversa para tentar me incriminar. Além disso as provas são ilícitas. Isto fica claro, quando o Ministério Público e Polícia Federal vêm a público dizer que a deleção premiada assinada por Passaia serviu para legalizar as provas. Só um agente policial ou da inteligência pode se infiltrar para buscar provas. O que foi feito é ilegal e tenho certeza que tudo será esclarecido no Supremo Tribunal Federal”, destaca.

Júnior Teixeira leu trechos dos diálogos apontados pela acusação onde ele aparece negociando com Eleandro Passaia. Segundo Teixeira a conversa trata de um negócio pessoal entre ele e Alziro Moreno (ex-secretário de governo da Câmara).

Júnior Teixeira diz que a cassação dele é injusta e que vai recorrer da decisão. “Eu vou lutar até o fim na Justiça e sei que serei inocentado. Alguém terá que arcar com o meu prejuízo moral e financeiro”, ameaça.


#####AL

A Assessoria de Imprensa da Al foi procurada, mas até o fechamento desta edição não havia se pronunciado a respeito das acusações.

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