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Opinião

Três anos da Fiocruz-MS

03 Jul 2011 - 07h55
Geraldo Resende*


Comemoramos, essa semana (na quarta, dia 30), três anos de instalação da Fiocruz em Mato Grosso do Sul, instituição que desde 2008 vem garantindo inúmeros benefícios à população sul-mato-grossense, principalmente no que se refere à realização de novas pesquisas, estudos, vacinas e desenvolvimento de estratégias mais eficientes no combate às endemias.

Particularmente, fico muito feliz com esses resultados, por ter participado, desde o início, das tratativas que resultaram na decisão de implantar a unidade em nosso Estado.

Na verdade, a implantação da Fiocruz-MS está inserida na estratégia de expansão e regionalização das atividades de ciência e tecnologia, com vistas ao fortalecimento da capacidade de intervenção do Estado, aliada a uma política de redução das desigualdades regionais.

As primeiras discussões a respeito da importância da Fiocruz para o nosso Estado aconteceram em março de 2008, em Bonito (MS), do qual participaram representantes de instituições de ensino, pesquisa e de gestão do Sistema Único de Saúde da Região Centro-Oeste, além de dirigentes e técnicos da Fiocruz/RJ, da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (Escola de Saúde Pública, Escola Técnica do SUS e outros), Universidades da Região Centro-Oeste (Federal do Mato Grosso do Sul, Federal do Mato Grosso, Federal de Goiás e Estadual do Mato Grosso do Sul, UNIDERP/Anhanguera) e Secretarias Municipais de Saúde (Campo Grande e Corumbá).

O resultado deste encontro foi que apenas três meses depois a instituição estava implantada em nosso Estado, tendo recebido a denominação de Instituto Cerrado Pantanal (ICP). Hoje, percebemos que a luta foi acertada, pois a presença da Fiocruz em Mato Grosso do Sul tem sido uma grande contribuição para os sistemas estaduais e municipais de saúde e de CT&I em saúde do Centro-Oeste.


As áreas temáticas que, desde então, norteiam as prioridades desta unidade são as seguintes: Meio Ambiente e Saúde: Biodiversidade e Agronegócio; Saúde das Populações Indígenas; Saúde e Sociedade (englobando doenças e agravos mais relevantes na Região Centro-Oeste); e Saúde nas Fronteiras.



Com a visão de ser instituição pública e reconhecida pela sociedade por agregar competências e gerar conhecimentos científicos e tecnológicos que contribuam para a melhoria das condições de vida e saúde das populações da região Centro-Oeste e de fronteira, a Fiocruz-MS tem diversos projetos em andamento, tanto na área de ensino quanto de pesquisa, entre eles a especialização em Atenção Básica em Saúde da Família, no qual estão matriculados mil profissionais de saúde que já trabalham na Estratégia de Saúde da Família em 76 dos 78 municípios do Estado de Mato Grosso do Sul; curso de mestrado Profissional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras, realizado pela Fiocruz e a a UFGD; e realização de pesquisas experimentais para o desenvolvimento de derivados e produtos oriundos da biodiversidade do bioma Cerrado-Pantanal para uso em saúde pública;

É importante salientar que a sede provisória da Fiocruz Cerrado Pantanal está sendo construída e deverá ser inaugurada em final de setembro de 2011, com área de 54 mil metros quadrados. No entanto, para que toda essa estrutura funcione em sua plenitude, vou trabalhar pela aprovação de uma emenda à LDO, no valor de R$ 100 milhões, de autoria do colega João Ananias (PCdoB-CE) a qual objetiva acelerar as implantações de novas unidades da Fiocruz não apenas em Mato Grosso do Sul, mas também no Ceará, Piauí e Rondônia.

Médico e deputado federal (PMDB-MS)

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