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Antonio Carlos Siufi Hindo

Quem recebeu o livramento de Deus foi o Mato Grosso do Sul!

18 Mar 2016 - 10h22
O senador capixaba Magno Malta em aparte concedido por Aécio Neves, que discursava da tribuna do Senado Federal logo após sua derrota nas eleições presidenciais, disse que o senador mineiro não havia perdido nada com a derrota e, afirmou, ainda, que havia recebido o livramento de Deus. O discurso do senador pelo Espirito Santo foi uma forte alusão de que as mentiras e os atos nefastos da campanha de Dilma Rousseff teriam consequências inevitáveis no curso de seu segundo mandato. E foi o que efetivamente aconteceu, com graves reflexos em nossa economia, alcançando a classe trabalhadora.


O senador capixaba se imortalizou como o grande profeta desses caos instalados no país. Mas, parafraseando o ilustre senador pelo Espírito Santo, tenho para mim que, na verdade, quem ganhou efetivamente o livramento de Deus foi o nosso Mato Grosso do Sul. A vitória do governo instalado no Parque dos Poderes afastou a enorme possibilidade de uma suposta quadrilha se instalar no coração do nosso poder para destruir os nossos celeiros de fartura, obscurecer nosso céu de puro azul, e que fizeram reforjar em todos os limites territoriais do nosso ente federado uma gente audaz, ultrajando, de outro vértice, a nossa linda história escrita por Vespasiano, Camisão, Tenente Antonio João, Guaicurus e Ricardo Franco como escreveu com rara felicidade e brilho singular o imortal Jorge Antonio Siufi autor da letra do nosso Hino.


A lucidez do nosso povo, sua clarividência, a enxurrada dos recursos financeiros despejados em abundância em uma campanha eleitoral estadual, aliado a uma plataforma de governo que não guardava nenhuma sintonia com o nosso desenvolvimento integrado foram as causas fundamentais que motivaram a nos livrar dos piores de todos os males que corrói a República, a corrupção.


O nosso estado foi conquistado com muita luta, com muito sofrimento, com muitos desafios e até mesmo com derramamento de sangue para ter um encontro melancólico com oportunistas.


Não poderíamos ter esse melancólico destino. O nosso povo não merecia esse desfecho que seria de triste memória. Aos que tentaram conspurcar as nossas tradições, maltratar a nossa história, desconhecer, a saga dos nossos heróis, a ignorar a riqueza que abunda em todos os seus quadrantes mas sobretudo, a valentia e a resistência cívica de seu valoroso povo, não poderiam suportar senão o desprezo que brotaria com elegância do seio de todas as nossas camadas sociais sem distinção.


Não pretendemos em hipótese alguma vilipendiar, ou mesmo ultrajar a honra de quem quer que seja. Não temos personalidade para esse tipo de atitude tampouco caráter para tal enfrentamento. Assim posicionamos pelo grande amor que nutrimos pelo território de que cujas entranhas nascemos. Cada um tem o direito de escrever a sua própria história, o seu próprio destino. E arcar com as consequências de seus atos. Essa é uma regra básica que não alcança apenas os integrantes da área política, mas está presente em todas as outras áreas das atividades que tem sempre o homem como o centro e as atenções de suas iniciativas.


O nosso estado vai continuar sempre vitorioso em todas as áreas das suas ricas atividades. E estará sempre de braços abertos a receber os nossos nacionais de todos os quadrantes do país e os estrangeiros de todos os continentes a coligarem conosco seus propósitos sadios para a construção da nossa grandeza social, moral, econômica e política A nossa gente é valente. Gosta de trabalhar. É pacífica e amante da paz. E essa a índole do nosso povo.


Promotor de Justiça aposentado. e-mail: [email protected]

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