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Opinião

Psicologia: saúde mental

29 Jun 2011 - 11h31
Entende-se como indivíduo mentalmente saudável aquele que compreende que não é perfeito, entende que não pode ser tudo para todos, vivencia uma vasta gama de emoções, enfrenta desafios e mudança da vida cotidiana e, procura ajuda para lidar com traumas e transições importantes não, portanto, considerando-se onipotente.


Compreender que não é perfeito é colher os equívocos e aprender para crescer como ser humano na direção da construção de liberdade de espírito, mas não quer dizer que o indivíduo não deva procurar sempre fazer o melhor conjuntamente aceitando o possível alcançado e realizado no hoje.


Não poder ser tudo para todos é fundamental, pois entendendo que cada pessoa possui também verdades próprias oriundas de uma caminhada existencial específica, como ter a pretensão de dar conta das expectativas, das necessidades do outro, onde se pode refletir até que ponto deve-se tolerar a verdade do outro?


Vivenciar vasta gama de emoções, pois entendendo que a palavra emoção quer dizer abalo, movimento intenso na estrutura psíquica cognitiva, afetiva, motora e de expressão (pensar, sentir, agir) e, também com sendo combustíveis a serem queimados diante das diversas situações da vida cotidiana, a pessoa que não “queima” com sabedoria, isto é, por exemplo, dizer o que pensa, agir conforme se sente dentro de padrões aceitáveis de boa convivência (comportamentos que não geram prejuízos desnecessários para as relações), inevitavelmente em algum instante irá explodir emocionalmente, podendo causar estragos a si, aos outros e aos bens etc.

Posso sugerir como estratégias de controle das explosões emocionais deslocar o foco da atenção do passado (ódio) para o futuro (campo da expectativa); concentrar-se nas questões práticas para que a atenção deixa de ser a pessoa do inimigo para as providências reais e necessárias; promover idealizações do futuro, investindo no campo da racionalidade e, manter o bom humor promovendo descontração e relaxamento diante dos testes da vida.


Como viver sem enfrentar desafios da vida cotidiana? Se você quer aprender algo sobre as dores existenciais procure alguém que as tenha experimentado. Como justificar a estrutura interna psíquica sem que a utilizemos para testes de inteligência, cotejos afetivos? Como desenvolver confiança se tropeçar em equívocos, os quais denotam que se pode ir um pouco mais adiante, pois os acertos somente comprovam o já sabido de você. Mas, que os desafios, as dores sejam úteis e não inúteis. Que após cada teste tenho a pessoa a sensação que caminhou um pouco mais, que hoje sabe mais do que ontem, entende mais do que ontem, está mais sábio do que ontem...

Buscando um pouco da psicologia ayurvédica, os mestres entendem de há muitos séculos, que a conquista da saúde mental implica em três fases, tais como: a) Cura Pessoal: passar da inércia mental para a ação motivada pela própria pessoa. Reconhecer o sofrimento e aprender com ele, enfrentar a dor reprimida ou ignorada. Dar novo sentido a o que somos e fazer.


Romper com o passado, acrescentar novas energias a nossa vida. b) Cura da Humanidade: passar da ação motivada pela própria pessoa para o serviço altruísta, desistir de busca pessoal, esquecendo mágoas e tristezas individuais. Deixar de lado o caráter pessoal dos problemas e procurar entender a condição humana e o sofrimento alheio; c) Paz Universal: passar do serviço altruísta para a meditação. Desenvolver amor. A paz interior deve ser a força predominante.


O medo é um lembrete para respirar fundo e mergulhar no momento presente, onde o amor do Universo é um apoio constante.” – Joan Borysenko (Apud Joyce C. Mills).

Bibliografia Base:

FERAWLEY, David. Uma visão ayurvédica da mente: A cura da consciência. São Paulo: Editora Pensamento, 1996.

FIORELLI, José Osmir. Psicologia Jurídica. São Paulo: Atlas, 2009.
LELOUP, Jean-Yves. Caminhos da realização. Dos medos do eu ao mergulho no Ser. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

MILLS, Joyce. Resgatando a magia da vida: histórias e práticas para alegrar o coração e nutrir a alma. Belo Horizonte: Diamante, 2006.


######*Prof. Uems – Curso de Direito - Psicólogo Clínico – CRP 14/4412-2
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