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Alexandre Sylvio Vieira da Costa

Brasil, a nação sem rumo

16 Jan 2016 - 11h12
Alexandre Sylvio Vieira da Costa

O país encontra-se em plena crise, quer dizer, várias crises. Crise política, crise econômica, crise ambiental, e agora crise na saúde pois, pesquisadores descobriram que o surto de microcefalia em recém nascidos no Brasil está associado ao vírus Zica que é transmitido pelo mosquito Aedes, o mesmo que transmite a dengue e a Chikunguia.


Estamos vivendo um momento atípico, um grande desafio para as autoridades competentes e os gestores políticos devido a complexidade dos problemas.


União, Estados e Municípios sem recursos, com déficits nas contas, cortando programas sociais e investimentos, tudo para tentar tirar o Brasil de um buraco sem fundo que eles mesmos colocaram.


Além da péssima gestão de nossos políticos que sempre pensaram que dinheiro crescia em árvore e gastavam sem responsabilidade e sem pensar no amanha só para se perpetuar no poder, a corrupção atingiu níveis alarmantes a ponto de comprometer a nossa economia.


Estamos sendo vistos lá fora como o país da baderna política e da corrupção, ai eu pergunto: qual empresário que vai investir no país que tem um dos maiores índices de corrupção do mundo?


Estamos mostrando ao mundo que o nosso sistema político e econômico não tem credibilidade, que as regras do jogo mudam no meio do jogo e que para se conseguir avançar nos investimentos deve-se atravessar uma barreira burocrática sem fim ou então, deixar o do “cafezinho” , alguns poucos milhões de dólares, para políticos, funcionários públicos, conselheiros e outras esferas da gestão pública.


O que vemos no nosso cenário político é de envergonhar qualquer cidadão no Brasil e no exterior. Defendem os seus interesses, o poder, seus e os seus empregos a todo custo. Se eles defendessem o emprego do cidadão comum como eles defendem o emprego deles com certeza o desemprego no Brasil não estaria neste patamar. Mas o cidadão é um mero número na estatística da recessão do país.


Nestes últimos meses em Brasília e nos Estados ninguém discute sobre como promover o crescimento e o desenvolvimento do país, mas como demitir, cortar investimentos, quem sai do poder, quem assume o poder.


Em um país onde o salário mínimo não chega a oitocentos reais; salários que deveriam ter um valor máximo de 34 mil reais são inchados por benefícios que os elevam a mais de cem mil reais e muitos acima de setecentos mil reais nas nossas esferas dos poderes, o que podemos esperar?. E informam que terão que aumentar impostos para tapar rombos? Recriar a CPMF? Infelizmente pagamos a conta por esta orgia desenfreada com o dinheiro público.


O país arrecada muito dinheiro com impostos mas continuamos com mais de quarenta milhões de pessoas vivendo na miséria. Será que eles administram o país como administram a casa deles?


Para crescer e desenvolver o país precisa de credibilidade e seriedade na gestão publica caso contrário. Vamos continuar sendo o país conhecido pelo carnaval, pela prostituição e pela corrupção, a verdadeira “casa da mãe Joana”.

Prof. Adjunto - Univ. Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. e-mail: [email protected]

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