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Sem repasses, Clínica fecha serviço de hemodiálise dia 15

11 Ago 2016 - 18h46Por Do Progresso
Clínica ameaça fechar serviço para pacientes do SUS - Clínica ameaça fechar serviço para pacientes do SUS -
Terceirizada do Hospital Evangélico de Dourados, a Clínica do Rim (Dinefro) anuncia que deixar de atender pacientes do Sistema Único de Saúde, a partir do dia 15. O motivo, segundo comunicação extrajudicial, apresentada pela Associação de Renais Crônicos de Dourados (Renasul), é a falta de repasses que deveriam ser feitos pelo HE. Segundo o documento, a Clínica já tem um prejuízo de R$ 930 mil, cerca de R$ 30 mil por mês devido a falta de repasses. Para o presidente da Renasul, Feliciano Paiva, atualizados, esses valores podem chegar a R$ 1,3 milhão.

Segundo a Associação, além da falta de valores, a Dinefro está atuando sem contrato, tendo em vista que a última renovação venceu em junho. "Sem condições financeiras para arcar com o serviço, a Dinefro será obrigada a suspender o serviço. O município diz que faz o repasse corretamente e que não tem condições de investir mais e o Hospital Evangélico, que passa por crise financeira, recorre ao Estado na busca de ajuda de custo. O HE alega que tem prejuízo de 4 800 mil por mês. Neste jogo de empurra, quem sofre são os mais de 260 pacientes de Dourados", destaca.

### Socorro
De acordo com o presidente da Associação de Renais Crônicos (Renasul), Feliciano Paiva, os pacientes estão pedindo socorro. Ele diz que um ou dois dias sem hemodialise custam a vida do renal. "Talvez o poder público não saiba o sofrimento que é para o renal. Não tem como aguentar a falta a de sessões. O paciente vai morrer se nada for feito", destaca.

### Transplantes
Outro serviço que estaria parado em MS é o de transplantes de rins. Segundo Feliciano Paiva em Dourados, a fila só anda quando alguém morre. Segundo Feliciano o quarto andar da Santa Casa de Campo Grande já atende a todas as patologias no local onde em tese, segundo ele, deveria ser atendido apenas pessoas a serem transplantadas. "Para os transplantados, como eu, é muito difícil ver que os companheiros que ainda precisam da cirurgia não vão sair da máquina de hemodiálise. Muitos desistem do tratamento; desistem de viver este verdadeiro calvário que é fazer o tratamento em Mato Grosso do Sul", lamenta, observando que a captação de rins em Dourados também caiu no esquecimento.
O PROGRESSO entrou em contato com a assessoria do HE, mas até o final desta edição não obteve nenhuma resposta aos questionamentos.

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