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Greve suspende vistoria e prova prática para CNH

17 Mai 2016 - 06h00
Maioria dos servidores do Detran aderiu à paralisação que segue por tempo indeterminado. - Crédito: Foto: Hédio FazanMaioria dos servidores do Detran aderiu à paralisação que segue por tempo indeterminado. - Crédito: Foto: Hédio Fazan
A greve de servidores do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) deflagrada ontem suspendeu as vistorias de veículos e exames para obtenção de CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Maioria dos servidores aderiu à paralisação que segue por tempo indeterminado. O Detran havia informado que todos os serviços seriam mantidos normalmente, ainda que reduzido, no entanto, quem precisou fazer a prova prática para tirar habilitação teve que voltar para casa.


Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran), a adesão à greve na Capital chegou a 80% e no interior variou entre 70% a 80%. Em municípios como Anastácio, Nioaque, Coxim, Ponta Porã, Dois Irmãos do Buriti e Aral Moreira, 100% dos servidores aderiram à paralisação. No primeiro dia de greve os servidores vestiram preto e permaneceram em frente as agências do Detran presente em 78 dos 79 municípios sul-mato-grossenses.


O atendimento é mantido pelos funcionários em regime de contrato. Eles são metade (400) do quantitativo total de servidores concursados do Detran-MS (808). Diferentemente da vistoria veicular – obrigatória para veículos com mais de 5 anos de uso -, que pode ser feita, também, em empresas terceirizadas, a banca examinadora responsável para tirar CNH é feita somente por servidores concursados. Sem opção, quem precisou, ontem, tirar o documento, foi dispensado e terá que aguardar a remarcação de uma nova data.


O presidente do Sindetran, Jonas Correa da Costa, diz que a categoria aguarda uma nova contraproposta do governo do Estado para estudar o andamento da greve. "Está decidido que será por tempo indeterminado. Queremos que o governo aceite a nossa proposta de estruturação de Plano de Cargos e Carreira da mesma forma que aceitou para outros servidores estaduais", disse ao O PROGRESSO.


A categoria, primeiramente, reivindicava abono de R$ 250 mais 10% de reajuste, além da revisão do plano de cargos e carreiras (PCC) para maio. O governo ofertou R$ 200 de abono mais 6% de reajuste linear. Isso fez com que os servidores recuassem para R$ 200 de abono, 6,5% de reajuste, mas desde que firmasse compromisso com o PCCC, para maio, como ocorreu com outras categorias do estado. Como isso não aconteceu, a greve foi deflagrada.

Mantém dialogo


O Governo do estado se pronunciou ontem sobre a greve do Detran. Em comunicado, informou que mesmo diante da atual conjuntura de crise econômica e as limitações orçamentárias e financeiras que afeta toda nação, o governo mantém diálogo, tanto que ofereceu R$ 200 à título de abono e o reajuste da tabela a título de correção das distorções de 6%, a partir do mês de julho, além da revisão do plano de cargos (mesmo sem definir data). E que junto a estas propostas somam-se aos demais avanços já concedidos em dezembro de 2015 como aumento do índice de produtividade de 12,5% para 16,5%, dentre outros benefícios. Ainda no comunicado, o governo criticou que as negociações com o Detran ainda não foram encerradas para a greve ser deflagrada.

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