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Estado faz adequação para ativar IML fechado há 4 anos

26 Jan 2016 - 09h33
Instituto Médico Legal - Crédito: Foto: Fotos/ Hedio FazanInstituto Médico Legal - Crédito: Foto: Fotos/ Hedio Fazan
Fechado há quatro anos, o Instituto Médico Legal de Dourados (IML) pode ter seu serviço ativado nos próximos dias. A previsão, conforme apurou O PROGRESSO, é de que até fevereiro, os trabalhos de adequação no prédio sejam finalizados, oportunizando que o espaço receba licenças ambientais e sanitárias, já que por causa da falta desses documentos o prédio não pôde funcionar, até agora.


De acordo com informações repassadas pela Assessoria de Imprensa do Estado, a ativação do IML de Dourados depende apenas da conclusão de algumas obras de adequações para a obtenção das licenças. “As obras já estão pagas, porém houve um atraso por conta das chuvas. A conclusão depende das condições climáticas”, destacou.


Conforme vem denunciando O PROGRESSO, sem o Instituto Médico Legal (IML), corpos estão sendo enterrados como indigentes em Dourados. As funerárias chegam apressar o enterro de alguns cadáveres, mesmo sem a identificação, por não terem condições de abrigá-los. As empresas não dispõem de câmara fria, que conservaria o corpo evitando o mau cheiro.


Por outro lado, Dourados conta com um moderno IML equipado e com os mais variados tipos de serviço, que nunca funcionou. O problema, até então era a falta de duas licenças: uma ambiental e outra da Vigilância Sanitária que cobram a implantação de um filtro e muro, que estão sendo implantados no local para viabilizar os documentos.


Recentemente o médico legista, Guido Vieira Gomes, chefe do Núcleo de Medicina Legal de Dourados, explicou que, enquanto o IML permanece fechado, todos os serviços de perícia, seja para a apuração de crimes ou acidentes, são feitos dentro de funerárias, o que poderia comprometer a qualidade e segurança nos laudos. Outro problema é que, sem o serviço de transporte, os corpos são levados pelas empresas até os necrotérios destas e removidos por funcionários e não servidores da perícia devidamente qualificados.


Segundo ele, as empresas acabam prestando um favor para o Estado cedendo espaços e transporte porque, caso contrário, nenhuma perícia seria realizada no município por falta de um local adequado. Conforme ele, hoje quando uma pessoa morre vítima de homicídio ou acidente e que precisa da atuação da perícia, uma das funerárias que recolheram e transportaram o corpo acionam o profissional que está de plantão. “Os peritos saem do Núcleo de Perícia com seus veículos próprios e se deslocam para o local do crime e posteriormente para a funerária, onde todo o serviço, equipamentos e auxílio ocorre de forma improvisada”, destaca.

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