
A dona de casa Lizandra Monteseli é uma das sorteadas no "Programa Minha Casa, Minha Vida" no Dioclécio Artuzi. Ela conta que há 15 dias, dezenas de sem-teto, que foram expulsos de área na região do Novo Horizonte e Altos do Indaiá, tentaram entrar no residencial. "Não estamos tendo mais sossego. A invasão que aconteceu em abril do ano passado deixou reflexos até hoje. As casas foram danificadas, a empreiteira alegou falta de recursos para a reforma e até agora não recebemos nossas casas. Agora, depois de meses, quando a empreiteira resolve concluir as obras, junto com a Caixa Econômica, nós ficamos vulneráveis a invasores. Se isso ocorrer, é mais atraso, mais espera e mais crise que nós futuros moradores teremos que enfrentar. Sem contar com um possível confronto entre os contemplados e os invasores, que pode ocorrer a qualquer momento", lamenta.
CAIXA
O superintendente da Caixa Econômica Federal Evandro de Lima, disse recentemente ao O PROGRESSO que ao tomar conhecimento da ameaça de invasão, acionou a empresa que está reforçando o quadro de seguranças. "Imediatamente destinamos guardas patrimoniais da Caixa para reforçar o efetivo e pedimos reforço do governo do Estado que garantiu apoio. Estamos vigilantes 24h e seremos avisados sobre qualquer tentativa de invasão para que possamos agir no sentido de impedir. Os futuros moradores podem ficar tranquilos", destacou o superintendente ao O PROGRESSO.
PRAZO DE ENTREGA
A Caixa Econômica Federal assumiu o compromisso de entregar as casas do Conjunto Habitacional Dioclécio Artuzi II, em construção em Dourados, no final de Junho. A garantia foi dada ao grupo de futuros moradores durante uma reunião na agência de Dourados, no último dia 11. Ao todo são 450 famílias contempladas há mais de dois anos.