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Barbosinha quer impedir destruição de restaurante histórico na 163

12 Dez 2015 - 07h00
Barbosinha defende a preservação do restaurante Água Rica. - Crédito: Foto: DivulgaçãoBarbosinha defende a preservação do restaurante Água Rica. - Crédito: Foto: Divulgação
O deputado estadual Barbosinha defendeu, na quarta-feira, a preservação do restaurante Água Rica, localizado na BR-163, entre Nova Alvorada do Sul e Campo Grande. Criado em 1961, o local é patrimônio histórico e cultural de Mato Grosso do Sul e está ameaçado pelas obras de duplicação da rodovia, realizadas pela empresa CCR MS-Vias. O parlamentar apresentou uma Moção de Protesto dirigida aos diretores da empreiteira e recebeu o apoio de todos os parlamentares presentes à sessão. “Muito antes do progresso que a duplicação está trazendo chegar, o Água Rica já estava lá ajudando viajantes na travessia entre o sul do Estado e Campo Grande. Não podemos deixar que a rodovia, tão desejada por todos nós, passe por cima da nossa história. É preciso buscar uma alternativa que traga segurança para os usuários, sem apagar nosso passado”, explicou Barbosinha.


De acordo com o projeto apresentado pela empresa, a duplicação da parte direita da pista ocupará toda a área do restaurante, destruindo o prédio, além de árvores e fontes de água existentes no local.


O Água Rica foi criado em 1961 pelo mineiro Franklin Dias de Castro, que na época ajudou centenas de viajantes que passavam pela estrada. Sem abrigo e com fome, eles batiam a porta da casa da família, que sempre ajudava oferecendo pouso e comida. Quando a procura ficou grande, Franklin transformou a casa em restaurante.


O local se tornou o único ponto de parada por dezenas de quilômetros. Desde então, o comércio resistiu ao tempo e se tornou negócio próspero com o esposo de Inês Tomaz, filha do fundador. O saudoso Quinzinho, que faleceu em um acidente de carro em setembro de 2013, recebeu a incumbência de tocar o restaurante em 1973 e manteve a tradição da família.


Construído em madeira, o Água Rica mantém até hoje a estrutura rústica original e pertence a mesma família, mantendo a tradição do pão de queijo, servido quentinho a toda hora e considerado o melhor do Estado.


“É necessário que, sem atraso da obra, a concessionária CCR faça um novo projeto, mantendo inalterado este patrimônio histórico e cultural de Mato Grosso do Sul. Nosso mandato está a disposição para colaborar no que for possível junto aos órgãos competentes”, completou Barbosinha.

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