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Estatística

Acidentes causam perdas R$ 197 bilhões por ano no País

27 Jun 2016 - 06h00
Natália Oliveira é coordenadora nacional de segurança de pesquisa do Cpes. - Crédito: Foto: Elvio LopesNatália Oliveira é coordenadora nacional de segurança de pesquisa do Cpes. - Crédito: Foto: Elvio Lopes
Uma estatística apresentada pela coordenadora nacional de segurança de pesquisas do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (Cpes), Natália Oliveira, durante o Seminário sobre Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimização no Trânsito, realizado na Capital, aponta que o País registra uma perda anual de R$ 197 bilhões, em consequência do afastamento do trabalhador por morte, invalidez ou tratamento médico. No Mato Grosso do Sul, a perda chega a R$ 3 milhões, o que significa 4,78% que o Estado deixa de produzir por causa de acidentes de trânsito, somente no setor de economia pessoal.


Natália explicou que, no caso dos acidentes de trânsito, ou a vítima morre, ou fica inválida e isso acaba resultando na perda econômica considerável, pelo que a vítima deixou de produzir, um valor significativo de custos financeiros para a sociedade.


De acordo com relatório do Cpes, entre as mortes no trânsito, 74% são de homens e 26% de mulheres; desse total, entre os homens, 92% são de pessoas economicamente ativas, entre os 18 e 64 anos de idade. "Essas pessoas que estão morrendo estão produzindo para as empresas que trabalham, recebem salários, pagam impostos e gastam na economia local, no comércio, indústrias e serviços, é uma população economicamente ativa e, que, com a morte e a invalidez, deixa de produzir quase R$ 200 bilhões por ano", destacou Natália.


De acordo com Natália, a perda anual no Brasil com acidentes de trânsito equivaleria a manter e custear 70 milhões de estudantes no Ensino Médio, ou 10 milhões de estudantes nas universidades. No MS, as perdas com acidentes equivaleriam a quase a arrecadação anual do Estado, que é de R$ 3,3 bilhões, com os quais o governo poderia quitar suas dívidas (de R$ 6 bilhões) com a União, em dois anos, ou aos R$ 2,6 bilhões do orçamento anual de Campo Grande, somados a R$ 873 milhões investidos em saúde. Ela também destacou o trabalho realizado pela sociedade e autoridades do trânsito em Mato Grosso do Sul, que reduziu em 18,74% o índice de acidentes tento como parâmetros os anos de 2015 para 2014 e, com a fiscalização da "lei seca", reduziu em mais de 50% os acidentes envolvendo condutores que ingeriram bebidas alcoólicas.

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