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1956: Dourados rumo ao progresso inaugura subestação de energia

18 Dez 2015 - 11h12
Antônio Morais inaugura o Parque de Exposições - Crédito: 1958Antônio Morais inaugura o Parque de Exposições - Crédito: 1958
A população participou da solenidade de inauguração da subestação de energia elétrica, em 1956, que ficava ao lado do prédio da Sanesul, hoje, Lojas Seller. A ‘Usina Velha’ Filinto Muller não estava dando conta da demanda de energia para a cidade. Às 17h30 do dia 8 de abril, o então prefeito Antônio Morais dos Santos ligou a chave, acendendo as luzes da cidade. Foi um novo marco de progresso para Dourados, publicou O PROGRESSO.


A cidade de Dourados “marcha para gloriosos destinos”. Os destaques econômicos na época eram as lavouras de café, feijão, arroz, milho, batata, trigo, alfafa e outras culturas, criação de gado e a extração da erva mate.
As casas de madeira, aos poucos, foram dando lugar a construções de alvenaria. No campo intelectual, aumentava o número de atendimento dos estudantes nas escolas em Dourados.


Nas áreas da informação e do entretenimento, em 1956, surge a Rádio Clube de Dourados, em caráter experimental, “irradiando” as ondas com uma programação das 17h às 22h30.


O então Cine Ouro Verde, de Emigdio Rosa, estava em fase de construção adiantada. “Uma obra que constituiu verdadeiro orgulho para a arquitetura de Dourados”, destacou a matéria do O PROGRESSO no dia 5 de agosto de 1956.


As formas de transportes foram ampliados. A Companhia aérea Vasp começa a atender a cidade, ligando Dourados ao Rio de Janeiro, São Paulo, Maringá, Nova Esperança, Paranavai e Campo Grande.


Um outro destaque foi o assentameno dos trilhos da Sorocabana rumo a Dourados e Ponta Porã, iniciado em 22 de janeiro de 1956. “Acontecimento mais significativo para o nosso desenvolvimento econômico, foi sem dúvida, o início do assentamento. Será oportunidade para exportar em grande escala os produtos agrícolas por preços mais vantajosos”, divulgou O PROGRESSO.


O prefeito sancionou uma lei para a criação do mercado municipal destinado a reunir, em caráter permanente, os vendedores em pequena escala de gêneros de primeira necessidade. Antônio de Morais também publicou a concorrência pública para a construção de 1.200 metros de sarjeta e meio fio, na Avenida Marcelino Pires. Já havia realizado outros 1.200 metros.


Com o título “Dourados, antigamente, era assim”, escreveu Armando Carmello: “Por todos os quadrantes do município, vemos em premissas de crescimento e vigor...Imbuidos desse desejo que tudo corra bem, temos a esperança, caros leitores, que vamos marchando para o progresso e tudo indica que o nosso município vai prosperar, dinamizar- se, vai crescer e colocar-se bem alto na sua trajetória vertiginosa, como tem acontecido”. (Fonte: Jornal O PROGRESSO de 1956)

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