
O promotor Jacques Dallest afirmou a jornalistas que três testemunhas viram as meninas Alessia e Livia no barco junto de seu pai, o canadense Matthias Schepp, no último dia 1º, embora não pudessem afirmar com certeza de que todos embarcaram juntos.
\'Nós sabemos desde ontem (terça) por meio de passageiros do barco entre (a cidade francesa de) Marselha e Propriano (na Córsega) que ele estava com as meninas\', disse Dallest.
Schepp havia pegado as suas filhas no dia 30 de janeiro no vilarejo suíço de St. Sulpice, próximo a Lausanne, onde ele e a sua ex-mulher residiam.
Depois da Córsega, Schepp foi para a Itália, onde foi encontrado morto. Seu corpo foi achado sobre trilhos de trem na cidade de Cerignola Campagna, na região de Puglia.
Choro
Segundo o promotor, uma mulher que estava em uma cabine próxima no ferryboat disse ter ouvido crianças chorando à noite e que, logo depois, viu as meninas na sala de jogos da embarcação.
Esta testemunha, de acordo com Dallest, seria capaz de formalmente identificar pelo menos uma das crianças.
O promotor disse que outra pessoa teria visto duas crianças saírem do ferryboat em Propriano junto de um adulto, mas não havia a certeza de que seriam as meninas que estão desaparecidas.
De acordo com a polícia, o pai das meninas desaparecidas sacou cerca de 7 mil euros no porto de Marselha na semana passada. No entanto, apenas 100 euros estavam com ele quando seu corpo foi encontrado.
Um dia antes de embarcar no ferryboat, Schepp enviou uma carta à mãe das meninas, dizendo que não podia viver sem ela.
Em entrevista ao jornal suíço La Tribune de Genève, um tio de Alessia e Livia disse que os passaportes das meninas estavam de posse de sua mãe, e que o pai não tinha permissão de viajar com elas. Assim, fica a dúvida de como as crianças conseguiram sair da Suíça.
A família das garotas teme que elas estejam mortas.
Os temores surgiram depois que a mãe de Alessia e Livia recebeu pelo correio 4,4 mil euros enviados por Schepp.
Outros dois envelopes contendo 1,5 mil euros teriam sido encontrados em uma caixa de correio próxima ao local onde ele se jogou debaixo de um trem, na Itália. Não havia nenhuma mensagem nos envelopes.
A polícia estudava a possibilidade de que o dinheiro, sacado de caixas eletrônicos na cidade de Marselha, na França, tivesse sido usado para contratar alguém para tomar conta das crianças.
(G1)
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