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Chuvas ainda provocam estragos em Caarapó

29 Dez 2015 - 09h50
Prefeito Mário Valério e secretário  Odenilson observam cratera provocada pela chuva, que bloqueou o acesso à região do Boi Jaguá. - Crédito: Foto: Dilermano AlvesPrefeito Mário Valério e secretário Odenilson observam cratera provocada pela chuva, que bloqueou o acesso à região do Boi Jaguá. - Crédito: Foto: Dilermano Alves
A exemplo de outros municípios que decretaram situação de emergência, Caarapó continua sofrendo com os danos provocados pelas fortes chuvas que caem insistentemente na região. A zona rural é a mais afetada pelas intempéries.


Mas não são só estradas e pontes que foram castigados pelos altos índices de chuvas. As ruas da sede do município e dos distritos também sofreram substanciais danos, o que vai exigir da administração municipal um grande esforço para recuperar os prejuízos.


O prefeito Mário Valério (PR) tem visitado diariamente a zona rural e vistoriado a zona urbana. “Montamos quatro frentes de trabalho para iniciar a recuperação dos pontos mais críticos da zona rural, mas as chuvas não estão dando trégua. Não conseguimos colocar nossas máquinas para trabalhar”, explica o dirigente. De acordo com o prefeito, enquanto o solo estiver encharcado, é impossível executar os serviços de recuperação das estradas, que chegam a centenas de quilômetros.


Valério manifesta preocupação quanto à colheita da lavoura que se aproxima. “Daqui a pouco será o momento de escoar a produção agrícola. Então vamos nos concentrar no sentido de recuperar pelo menos os pontos mais críticos para permitir o tráfego de forma razoável na zona rural”, pondera o prefeito, acrescentando que já recorreu ao Governo do Estado para unir forças, compondo uma grande força-tarefa para socorrer o produtor rural. Há o compromisso do governo de Mato Grosso do Sul no sentido de destinar ao município máquinas e equipamentos para a execução de serviços na zona rural.


Mário Valério pede paciência e compreensão ao homem do campo e à população urbana. “O que está acontecendo é um período chuvoso, de proporções atípicas, que nos impede de tomar qualquer iniciativa, em razão do grande volume de água que está atingindo a nossa região. Precisamos de um período de muito sol para conseguirmos colocar as nossas máquinas nas estradas”, destaca o prefeito.


De acordo com o prefeito de Caarapó, a expectativa é que janeiro traga o sol tão esperado, para que seja iniciado o trabalho de recuperação da zona rural e das vias públicas urbanas, trazendo alento à população, que tanto sofre com as atuais condições climáticas. Que, de fato, 2016 chegue com muita luz. Literalmente, muita luz do sol.


Emergência


Já são 18 municípios em Mato Grosso do Sul em estado de emergência por causa da chuvarada. O governo decretou calamidade, semana passada, em mais 4 cidades: Deodápolis, Mundo Novo, Bela Vista e Laguna Carapã.


O decreto de emergência vale pelo prazo de 180 dias e considera a intensa chuva que atingiu as cidades no sul do estado no fim de novembro e começo de dezembro. No texto da publicação consta a informação de que em alguns municípios a chuva nos 12 primeiros dias de dezembro superou a expectativa para o mês.


Outro ponto considerado para o decreto é que o fato de algumas cidades do interior dependerem da economia agropecuária, atividade que “enfrenta graves impedimentos” após as chuvas por conta do trato com a terra, escoamento de safra e abate de bovinos, por exemplo.


Ainda conforme o decreto do governo do estado, o prejuízo causado pelas chuvas ainda é incalculável e não há informações precisas sobre número de pessoas afetadas, quantos quilômetros de rodovias danificados e quantidade de pontes destruída.


Ao total, 22 prefeituras decretaram emergência. Desse total, 21 formalizaram a situação com a Defesa Civil estadual, com exceção de Campo Grande, mas o governo ainda não publicou decreto para Jardim, Fátima do Sul, Caracol e capital sul-mato-grossense.


Entre as cidades com situação já reconhecidas anteriormente pelo governo do estado estão: Tacuru, Naviraí, Itaquiraí, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Amambai, Iguatemi, Sete Quedas, Paranhos, Caarapó, Juti, Novo Horizonte do Sul, Japorã e Eldorado. A situação desses mesmos municípios também já foi reconhecida pela União.

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