24/07/2015 11h27 - Atualizado em 24/07/2015 11h27

SISFRON: conquista na área de segurança

 

Geraldo Resende

No último dia 9, em Dourados, fiz parte da comitiva do presidente em exercício Michel Temer para visitar as instalações do SISFRON, Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, lançado no dia 13 de novembro do ano passado. Este é um Projeto Estratégico do Exército Brasileiro, que visa proteger a fronteira do Brasil contra a entrada de drogas, armas e, claro, proteger a soberania nacional.

A comitiva também foi composta por colegas deputados e do alto comando do Exército como o general Villas Boas; o comandante Etchegoyen, chefe do Estado Maior do Exército e o general Paulo Humberto César de Oliveira, comandante do Comando Militar do Oeste. Na 4ª Brigada da Cavalaria Mecanizada, a Brigada Guaicurus, presenciamos uma apresentação expositiva sobre o funcionamento do sistema de defesa de fronteiras.

Ainda como projeto piloto, o SISFRON atua numa faixa de fronteira de 650 quilômetros. O sistema é composto por radares fixos e móveis, sensores óticos, câmeras de longo alcance, comunicações táticas e estratégicas e binóculos termais. Um dos radares portáteis é o Sentir-M20 de curto alcance, desenvolvido pela indústria brasileira e é capaz de executar operações de vigilância, aquisição, classificação, localização, rastreamento e exibição gráfica automática de alvos em terra, como indivíduos em solo, tropas, blindados, caminhões, trens e helicópteros.

O centro do sistema está sediado em uma central de comando e controle instalada na Brigada Guaicurus. Deste local são monitoradas todas as ações ou operações desenvolvidas pelos militares na faixa de fronteira, assim como o gerenciamento das ordens de deslocamento de tropas, entre outras atividades de segurança. Dezenas de viaturas militares blindadas e não blindadas estão equipadas com modernos sistemas de comunicação e vídeo.

Esses equipamentos estão conectados a um centro de controle com acesso a computadores que estão ligados a satélites que detalham o posicionamento e produzem imagens amplas de possíveis ameaças. Tanto os militares que trabalharão em terra, como aqueles que estarão em helicópteros possuirão equipamentos de câmera de última geração para registrar toda a ação. Esses dados serão transmitidos ‘ao vivo’ para as centrais de monitoramento e comando que os armazenarão.

As informações servirão para definir estratégias futuras ou para definir movimentações imediatas durante as operações, como perseguição de criminosos ou impedimento de entrada ilegal no nosso país. Serão também utilizados radares para captar movimentações suspeitas de naves não tripuladas.

Temos um país de proporções continentais, com 16.886 quilômetros de faixa de fronteira terrestre, ou seja, aproximadamente 27% do território nacional será protegido pelo SISFRON. A importância desse projeto é enorme. Além de ser um apoio a um plano nacional de segurança nas fronteiras, significa também um vultoso aporte de recursos na região, bem como a geração de empregos. Em Mato Grosso do Sul, principalmente em Dourados, estão sendo criados 991 empregos diretos e indiretos nas áreas de infraestrutura e tecnologia.

Na construção civil são 179 empregos diretos, 98 indiretos e efeito-renda para 349 pessoas. Já na área de tecnologia são 19 empregos diretos, 98 indiretos e efeito renda para 248 pessoas.

Especificamente em Dourados, dos R$ 12 bilhões previstos para a implantação de todo o Sistema, foram investidos R$ 19 milhões no ano de 2012. Em 2013, foram alocados mais R$ 19 milhões nos municípios vizinhos em recursos destinados para infraestrutura e tecnologia.

No dia 13 de junho de 2013, em conjunto com o Exército, realizamos um Seminário em Dourados para a apresentação do SISFRON para toda a comunidade, oportunizando o debate, o diálogo com a sociedade civil e a apresentação dessas ações de fundamental importância.

Este é um primeiro passo. Continuaremos lutando para que, além da segurança, outras áreas também sejam priorizadas nas fronteiras, garantindo investimentos necessários, de modo a integrar as ações e fortalecer a presença do Estado em seus limites com os outros países.

“É fundamental capacitarmos nossos trabalhadores, bem como amadurecermos nossas indústria, para que possam participar destes investimentos”.

Médico e deputado federal (PMDB) e-mail: dep.geraldoresende@uol.com.br