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Levantar o caído

02 Mar 2011 - 10h53
Levantar o caído -

Há muita gente caída à margem da estrada da vida; muitos mortificados por sofrimentos atrozes; alguns mortos para a esperança devido à angústia, à miséria íntima e remorsos. Estagnados sem coragem de continuar vivendo. Mortos em vida apesar de, por vezes ter oportunidades várias, tolhidos pela falta de fé e de imaginação. Caíram e não conseguem levantar-se sozinhos. Eis que chega um discípulo de Cristo sem saber que o é e dá-lhe a mão e o levanta. Mas acontece que já muitos estudiosos do Evangelho haviam cruzado seu caminho sem ter a capacidade de ajudá-lo.


O que nos reportamos a Atos 9:41, foi o que aconteceu. Uma multidão de irmãos da igreja de Lida estava com Dorcas, mas não tinham a fé suficiente. Pedro, chamado que foi, percebeu qual o problema e dando-lhe a mão a levantou. Assim, muitos pretensos seguidores de Jesus vêem o sofredor e não entendem, não percebem do que o semelhante está necessitando. Está caído, mas por quê? Pensam e passam. Às vezes é tão pouca coisa que está a faltar àquela criatura! Pode ser apenas alguns esclarecimentos e a ”mão amiga” da compreensão e da caridade.

Umas palavras na hora certa e faz aparecer uma pequena luz àquele espírito conturbado e morto para realizações, despido da vontade de fazer algo. Sabe-se que não basta querer para sair dos problemas. É preciso ter fé e imaginação. Em vez de dizer “quero sair deste problema” deve-se usar o “eu vou sair deste problema”. Assim para cada obstáculo.


Mas a pessoa que está “no fundo do poço” não tem coragem nem de pensar, quanto mais de agir. É preciso que alguém que “veja de fora” compreenda a tragédia e tenha a caridade de ajudar eficazmente. Essa ajuda desperta o sofredor para a esperança, prenúncio da fé que terá com a continuidade do auxílio daquele que teve a acuidade intuitiva e a vontade sincera de ajudar. Este, naquele momento, representa um verdadeiro apóstolo, um seguidor do Mestre, mesmo que não O conheça.

É a figura do samaritano caridoso de que fala Jesus. Pode até ser um ateu. Não importa a religião, o que faz sentido é o modo de agir, a maneira de ajudar. E quando a pessoa, do amargo sofrimento desperta, o comum das vezes, é ter uma crise de choro convulsivo e as lágrimas aos borbotões lavam-lhe a alma. É um pranto tão agradável... E a suavidade de uma vibração qual brisa primaveril a encher de esperança aquela alma. Estava morto e voltou à vida. É uma revelação dos dizeres do Cristo: ...”ainda que esteja morto viverá”.


Por que não vivermos preparados para esses momentos? O discípulo deve estar sempre a postos para ajudar a quem está sofrendo; dar fé a quem está descrente; indicar o caminho que leva à paz interior.

E bem aventurado será quem conseguir com simplicidade despertar a paz, a esperança e a alegria de viver. Como diria o Mestre: estes, serão chamados filhos de Deus.
#####Por Julio Capilé*

######*Médico. Escreve às 4ªs feiras no O Progresso.

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